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Webinário debate indicadores de resultados do Novo PAR
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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta segunda-feira, 24 de novembro, um webinário voltado a apresentar o Painel de Resultados do Plano de Ações Articuladas (Novo PAR), ferramenta que apresenta os indicadores que orientam o planejamento das redes de ensino no novo ciclo do PAR.
O encontro transmitido no canal do YouTube do MEC integra a estratégia de formação voltadas aos articuladores da Rede Nacional de Assistência Técnica e Formação do Novo Plano de Ações Articuladas (RenaPAR), criada pela Secretaria de Educação Básica (SEB) para apoiar estados e municípios na construção de seus planos executivos plurianuais. O webinário reuniu gestores e equipes técnicas de todo o país.
“Essa estratégia de formação é muito importante para que, em todos os territórios e municípios, haja pessoas especializadas, que estão passando por formações como essa, para apoiar as redes no planejamento do Novo PAR”, destacou Anita Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional da SEB.
A videoconferência também contou com a participação de Radson Lima, coordenador de Apoio às Redes de Educação Básica do MEC, que reforçou o prazo da etapa de planejamento, vigente até 16 de dezembro, e destacou sua relevância: “Temos monitorado a evolução dos planejamentos tanto dos municípios quanto dos estados. Essas lives e webinários continuarão fortalecendo a formação das redes, para que possamos construir um planejamento efetivo e baseado em evidências”.
Painel – Durante a apresentação, Samuel Franco, estatístico que compõe o Núcleo de Cooperação Técnica do Painel de Resultados, explicou como o painel foi desenvolvido para dialogar diretamente com os objetivos do Novo PAR, oferecendo subsídios para diagnósticos mais precisos e para a definição de metas estratégicas.
O painel está organizado em cinco etapas da educação básica: educação infantil; alfabetização (1º e 2º ano); ensino fundamental anos iniciais (1º ao 5º ano); ensino fundamental anos finais (6º ao 9º ano); e ensino médio (1ª à 3ª série). Os cálculos utilizam dados do Censo Escolar e do Censo Demográfico, considerando todas as matrículas por dependência administrativa, modalidade de ensino e, para alguns indicadores, informações por sexo e raça-cor.
A partir desses indicadores, o sistema apresenta os chamados faróis de desempenho, que classificam os resultados em quatro níveis: alto, médio, baixo e muito baixo. A plataforma permite que cada rede identifique seus avanços, desafios e pontos de atenção em cada etapa avaliada, contribuindo para que o planejamento seja mais alinhado às necessidades reais.
Formação – O webinário reforça o compromisso do MEC em ampliar a compreensão das ferramentas do Novo PAR e apoiar gestores na construção de estratégias educacionais consistentes. A formação compõe uma série de encontros previstos ao longo do ciclo de planejamento.
Realizadas em períodos quinzenais, as transmissões disponibilizam orientações técnicas, atualizações e aprofundamentos sobre temas relacionados ao Novo PAR. A última transmissão apresentou as políticas prioritárias do MEC, reforçando o compromisso do ministério com o fortalecimento das redes de ensino.
Novo PAR – O Plano de Ações Articuladas é um instrumento de diagnóstico, planejamento e gestão das redes de ensino da educação básica e de assistência técnica e financeira do MEC aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal, com foco na melhoria da qualidade da educação. É implementado em ciclos de quatro anos. Em fevereiro de 2025, o MEC lançou o Novo PAR (2025-2028), que foi reformulado em relação aos ciclos anteriores. A etapa de planejamento está em andamento e tem prazo final até 16 de dezembro.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



