BRASIL
Webinário lança mapa de experiências inspiradoras
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), realizará, no dia 12 de novembro, o webinário de lançamento do Mapa de Experiências Inspiradoras de Educação Integral em Tempo Integral. O encontro reunirá representantes de redes de ensino que integram a plataforma e será transmitido às 15h (horário de Brasília) pelos canais do MEC e do grupo Territórios, Educação Integral e Cidadania (Teia), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no YouTube.
Foram selecionadas 739 experiências de 25 estados, 15 capitais e 714 municípios. A região brasileira com o maior número de redes escolhidas foi o Nordeste, com 319 redes selecionadas (43,2%). Em seguida, o Sudeste, com 192 (26%); o Sul, com 119 (16,1%); o Norte, com 74 (10%); e o Centro-Oeste, com 35 redes escolhidas (4,7%).
O Mapa de Experiências Inspiradoras é uma ferramenta interativa e dinâmica, que reúne relatos, vídeos, imagens e informações de experiências sobre a implementação da política de educação em tempo integral de secretarias de educação e escolas públicas. A iniciativa pretende inspirar gestores públicos, escolares e educadores a aprimorarem seus trabalhos com as referências apresentadas.
As ações foram selecionadas por meio do Edital Nacional de Experiências Inspiradoras de Educação Integral em Tempo Integral. Uma próxima edição do edital será lançada em 2026, quando novas redes e escolas poderão ter seus relatos inseridos no Mapa.
Durante o webinário, a plataforma será apresentada, orientando os espectadores na navegação e na busca das experiências. Em seguida, o público poderá conhecer três experiências selecionadas, representando a diversidade regional e temática do mapa.
Conheça as experiências na página experiências de educação integral.
Edital – Realizado em parceria com a UFMG, por meio do grupo Teia, vinculado à Faculdade de Educação da universidade, o edital é uma iniciativa do programa Escola em Tempo Integral do MEC. O objetivo foi identificar, mapear e divulgar experiências inspiradoras de gestão pública e de projetos pedagógicos de educação integral em tempo integral.
Tempo Integral – O programa Escola em Tempo Integral é uma estratégia criada para induzir a criação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica. Ele é coordenado pela SEB/MEC e tem a finalidade de viabilizar o cumprimento da Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, política de Estado construída pela sociedade e aprovada pelo parlamento brasileiro.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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