LUCAS DO RIO VERDE
Secretaria de Saúde de Lucas do Rio Verde intensifica vacinação contra o sarampo
LUCAS DO RIO VERDE
Diante do risco de reemergência da circulação do vírus do sarampo, a Secretaria Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde reforça o chamado a população, para a vacina.
As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde, com a inclusão da dose zero para bebês de 6 a 8 meses de idade, por meio de agendamento. Para os bebês de 9 a 11 meses, a vacina está disponível diariamente nas UBSs.
A supervisora da Vigilância em Saúde Cláudia Engelmann explica que a criação dose extra para os bebês têm como objetivo protegê-los, uma vez nesta faixa etária, as crianças ainda não receberam a primeira dose.
Atualmente, em Lucas do Rio Verde, a cobertura vacinal contra o sarampo é de 93% na primeira dose, que deve ser aplicada aos 12 meses e de 77% na segunda dose, aplicada 90 dias após a primeira, aos 15 meses.
“Nós precisamos chamar a atenção dos pais ou responsáveis para a importância de completar o esquema vacinal. Com as duas doses, o índice de proteção pode chegar a 97%”, ressalta a supervisora.
No caso dos adultos, a orientação é para que eles confiram a carteira de vacinação, pessoas com até 29 anos de idade, precisam ter duas doses da Tríplice Viral e de 30 a 59 anos, tendo uma dose, é considerada imunizada.
Segundo a supervisora, a estratégia de reforço da vacina será realizada nos municípios dos estados do Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
Em julho deste ano, o Ministério da Saúde confirmou nove casos no município de Campos Lindos (TO). Apesar do resultado, o Brasil mantém a certificação concedida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconhece o País como livre do sarampo.
“O sarampo é altamente contagioso, 90% das pessoas que não estão vacinadas se entrarem em contato com vírus, vão ficar doentes. Os principais sintomas são as manchas vermelhas pelo corpo, tosse seca, febre alta, que podem evoluir e levar a óbito, principalmente, nas crianças”, finaliza a supervisora.
LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde e o milho: a construção de um modelo que transformou produção em desenvolvimento
Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.
As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.
Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.
Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.
Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.
Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.
Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).
Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.
Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.
Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.
Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.
Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.
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