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Empresários apresentam projeto de conjunto habitacional com mais de 1,2 mil apartamentos financiáveis

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As moradias poderão ser financiadas por integrantes da Faixa 3

O prefeito Alei Fernandes, junto ao presidente do Legislativo, Rodrigo Materazzi, recepcionou os representantes da Essence Urbanismo, que apresentaram todo o arcabouço de documentos para a viabilização do Residencial Scariot by Essence, que deve ser erguido na região do Bairro Topázio, com 19 blocos de 8 pavimentos, com um total de 1.216 apartamentos com metragens que variam de 46 a 48 m².

A partir de agora, toda a documentação segue para análise da Secretaria da Cidade (Semcid). Após a análise técnica, e com o alvará de construção, aí deve ter início o processo de construção dos edifícios. De acordo com os empresários, os apartamentos poderão ser financiados por integrantes da Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida, cuja renda familiar varie entre R$ 4,7 mil e 8,6 mil.

Além de Fernando Bayer e de demais integrantes da Essence, construtora com sede em Curitiba (PR), o proprietário da área, Ademir Scariot, que é sócio no empreendimento, também participou do encontro. Para o prefeito Alei Fernandes, propiciar o acesso à habitação é um tema central no planejamento estratégico do Município. “É um dia muito especial, quando estamos conhecendo este grande projeto, que vai tornar realidade o sonho de mais de mil famílias”, destacou.

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O presidente da Câmara complementou que o objetivo do trabalho conjunto entre Executivo e Legislativo é viabilizar outros projetos, que abranjam outras faixas de renda também, permitindo assim a universalização do acesso à moradia no Município, insumo fundamental para o processo de retenção de mão de obra.

O representante da empresa, Fernando Bayer, reiterou que a construtora tem interesse sim em trazer projetos financiáveis voltados às demais faixas do Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, com a ampliação do Minha Casa, Minha Vida, os bancos começaram a oferecer a Faixa 4, nova categoria que abrange famílias com renda mensal de R$ 8 mil a R$ 12 mil.

Confira as faixas de renda e as novas regras:

Faixa 1: Até R$ 2.850,00 por mês;

Faixa 2: De R$ 2.850,01 a R$ 4.700,00 por mês;

Faixa 3: De R$ 4.700,01 a R$ 8.000,00 por mês;

Faixa 4: De R$ 8.000,01 a R$ 12.000,00 por mês.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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