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Prédio próprio para o Renascer deve ser entregue ano que vem

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Obra, que estava paralisada, representa investimento superior a R$ 2,5 milhões

Foi efetivamente retomada, em fevereiro, a obra para edificação da sede própria do Centro de Reabilitação Renascer. No findar de 2023, a Prefeitura de Sorriso emitiu a ordem de serviço para que a empresa Vetor Engenharia e Construção, selecionada por meio da Tomada de Preços 008/2023, iniciasse empreitada.

Em 2024, questões técnicas e orçamentárias também dificultaram a retomada do empreendimento, que representará um investimento de R$ 2.584.794,90. A estrutura está sendo erguida em um terreno na Avenida Brasil, esquina com a Rua São Borja, bem próximo do Inematt e do Hospital 13 de Maio.

“A partir de agora, a expectativa é que a obra seja entregue no primeiro trimestre do ano que vem”, estima o secretário da Cidade, Jan Assad Lahham.

O prédio terá uma área construída de 795,32 m², divididos em salas de avaliação, consultórios e salas para a equipe multidisciplinar que atende no Renascer, como enfermeira, técnica de enfermagem, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Depois que saiu do prédio anexo à Escola Municipal Aureliano Pereira da Silva, em 2020, a unidade passou a atender em prédio alugado, que sofreu um incêndio em agosto daquele ano. Temporariamente, o serviço de reabilitação foi ofertado na estrutura que hoje abriga o PSF Santa Clara, e, em maio de 2022, o Renascer passou a funcionar em um prédio também locado, na Avenida Tancredo Neves.

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Ainda em março de 2022, chegou a ser emitida uma ordem de serviço para erguer o prédio para abrigar o Centro de Reabilitação, no entanto, devido a dificuldades na condução da obra, o contrato com a empresa licitada foi rescindido em março de 2023.

Como em todo e qualquer atendimento ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a porta de entrada para o Renascer é sempre o Programa de Saúde da Família (PSF). A partir do atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) é que o paciente recebe as orientações médicas, faz os exames necessários e é encaminhado para acompanhamento e novos atendimentos, de acordo com a avaliação do médico responsável.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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