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Prefeitura de Sorriso busca referências para implantar a Nota Sorrisense

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Secretário de Fazenda e fiscais tributários cumpriram agenda na capital do Estado

Conhecer boas experiências ligadas ao fortalecimento de ações que estimulem a consciência tributária da população. Com este objetivo, e com a missão de implantar no Município a Nota Sorrisense, o secretário de Fazenda de Sorriso, Tedy Puva e os fiscais tributários Marcos Aurélio Santos Silva e Rogério Batista cumpriram agenda nesta semana na capital do Estado.

Na Prefeitura de Cuiabá, o grupo foi recepcionado na quarta-feira (10 de março) pelo secretário adjunto de Fazenda, Thiago Semensato. Durante o encontro, foram apresentados projetos estratégicos da administração tributária municipal, com destaque para o Programa Nota Cuiabana, iniciativa voltada ao estímulo à cidadania fiscal por meio da solicitação de nota fiscal de serviços, possibilitando benefícios e sorteios aos contribuintes participantes.

Na sequência, ontem (11 de março) o benchmarking foi na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), onde os sorrisenses, inclusive, participaram do sorteio da Nota MT. Na unidade, os representantes da Semfaz puderam conhecer a estrutura, o funcionamento e os resultados do programa.

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“Foram momentos muito importantes de intercâmbio, onde pudemos ver de perto experiências e boas práticas voltadas ao fortalecimento da arrecadação e à conscientização tributária da população”, destacou Tedy.

O secretário complementou que a Nota Sorrisense vem sendo discutida há um bom tempo, inclusive com a participação de entidades representativas, como a CDL. “Estamos empenhados em desenvolver o projeto para estimular, por meio de premiações, nossos cidadãos a pedirem a nota fiscal, documento que os resguarda no caso de qualquer problema na execução de serviços” declarou lembrando que neste mês é celebrado o mês do Consumidor, e que a nota fiscal é o documento de comprova a relação comercial.

Os estudos continuam na próxima semana, também na capital do Estado, com reunião com o setor de desenvolvimento de software da Nota MT.

Você sabia?

Em Sorriso, a Lei 3.806, de dezembro do ano passado, institui março como o “Mês do Consumidor”. O objetivo da lei, justamente, é orientar consumidores sobre seus direitos e deveres, por meio de campanhas educativas, não apenas recebendo a reclamação de consumidores, como, igualmente, incentivando empresários a aderirem a práticas de comércio consciente e respeitoso.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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