VÁRZEA GRANDE
Parceria entre UNIVAG e Prefeitura leva saúde e orientação a escolas de Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Alunos da rede municipal de Várzea Grande estão sendo beneficiados por uma importante iniciativa voltada à saúde e à conscientização. A ação é promovida pelo Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, e está sendo realizada em Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).
A proposta leva atendimentos básicos e atividades educativas a crianças de diferentes faixas etárias, contribuindo para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Na EMEB Joaquim da Cruz Coelho, a ação já impacta diretamente a rotina escolar. Segundo a diretora da unidade, Rosalina Marques de Almeida, a parceria teve início após articulação com a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Vila Artur.
“Na semana passada, a equipe esteve na escola por meio da UBS, com a participação da médica e professora Lívia Grisante, acompanhada de alunos do UNIVAG. Eles conheceram a unidade, apresentaram a proposta e organizaram um cronograma. Hoje, realizaram a pesagem e a medição das crianças do período vespertino, atendendo turmas do Pré I ao 3º ano”, explicou.
Além dos atendimentos voltados às crianças menores, a iniciativa também contempla os alunos mais velhos. No próximo dia 14 de maio, será realizada uma palestra sobre bullying, direcionada a 124 estudantes do período matutino, que compreende turmas do 4º ao 6º ano.
“Com os alunos maiores, o foco será o bullying, um tema extremamente relevante no ambiente escolar. Também será desenvolvido um trabalho sobre nutrição, com abordagem sobre o consumo de açúcar. Os acadêmicos estão desenvolvendo esse projeto na universidade e irão apresentar um painel educativo aos estudantes”, acrescentou a diretora.
A iniciativa reforça a importância da integração entre instituições de ensino superior, rede municipal de educação e unidades de saúde, ampliando o cuidado com o bem-estar e a formação das crianças.
Ao final, a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer destacou a relevância de parcerias como essa para o fortalecimento das políticas públicas educacionais.
“Projetos desenvolvidos em parceria são essenciais para enriquecer o ambiente escolar. Ações como essa contribuem diretamente para a saúde, o bem-estar e a formação dos alunos, além de fortalecer o desenvolvimento do ano letivo com atividades que vão além da sala de aula”, afirmou.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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