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Várzea Grande apresenta potencial turístico com foco na valorização cultural e economia criativa

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Segunda maior cidade de Mato Grosso marca presença com estande próprio, atrações culturais, artesanato, gastronomia e o lançamento de projeto inédito de turismo comunitário

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, participa da FIT Pantanal 2025 com um estande de 36m² que representa o novo posicionamento estratégico da cidade no setor turístico, já que é o maior espaço da história da cidade no evento. A proposta é mostrar que o Município tem ações que valorizam sua cultura, religiosidade, economia criativa e atrativos históricos e naturais.

“A participação de Várzea Grande na FIT Pantanal este ano vai representar um marco para o novo posicionamento turístico da cidade. Vamos mostrar que Várzea Grande tem identidade, história, cultura viva e um povo criativo que sabe acolher. Através de ações estruturadas e do envolvimento da comunidade, queremos transformar o turismo em uma política pública permanente, que gera emprego, renda e orgulho para os várzea-grandenses”, pontuou a prefeita Flávia Moretti (PL).

De acordo com o superintendente de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Edu Sá, o planejamento apresentado pela gestão municipal foi construído a partir de cinco eixos estratégicos: organizar, estruturar, capacitar, atrair e competir. “Ao todo, são 38 ações de curto, médio e longo prazo, aprovadas pelo Conselho Municipal de Turismo durante reunião ordinária realizada em março. O objetivo é consolidar o turismo como vetor de desenvolvimento econômico e social, com a participação efetiva do trade turístico local”, explicou.

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A programação de Várzea Grande na FIT Pantanal começa no dia 5 de junho, com participação no Fórum Empresarial 2025: Invista no Turismo Mato-Grossense, das 8h às 13h, no auditório da Fecomércio. No mesmo dia, das 14h às 17h, o Município participa do evento “Conexão FIT – Cases Inspiradores no Turismo de Mato Grosso”, com o lançamento oficial do projeto “Quintais de Turismo e Cultura”, uma das 15 iniciativas selecionadas entre mais de 200 inscrições. “Essa proposta visa oferecer experiências de turismo de base comunitária, incluindo visitas aos ensaios de grupos culturais e oficinas com mestres da cultura local”, acrescenta.

Entre os dias 5 e 8 de junho, o público pode visitar o estande de Várzea Grande no Centro de Eventos do Pantanal — das 17h às 22h na quinta e sexta-feira, e das 15h às 22h no sábado e domingo. O espaço terá símbolos da identidade várzea-grandense, como a maquete da Igreja Nossa Senhora da Guia, canoa ribeirinha, demonstrações das redeiras de Limpo Grande e artesãos locais confeccionando violas de cocho e peças em pintura.

A praça de alimentação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também conta com a presença das peixarias de Várzea Grande, Tarumã e 4R de Bonsucesso, que representam a tradicional Rota do Peixe, funcionando nos mesmos horários do estande. No espaço do artesanato, a Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso – AMFMT, e, a Associação das Redeiras de Limpo Grande – Tece Arte, irão comercializar seus produtos, promovendo a economia criativa e gerando renda para artesãos locais.

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“Já na programação cultural o palco principal da FIT Pantanal vai valorizar os grupos tradicionais de Várzea Grande, que estarão apresentando pela primeira vez na história do evento”, lembra o superintendente.

No dia 5 de junho, apresentaram-se o Grupo Estrela Guia Mirim e o Grupo Estrela Guia Juvenil, ambos da AMFMT. No dia 6 de junho, será a vez dos grupos Primos e Primas do Capão do Piqui e Estrela Divina (Cururu e Siriri) da AMFMT. No encerramento, dia 8 de junho, sobem ao palco o Grupo de Rasqueado e Lambadão Estrela Guia (AMFMT) e o Grupo Divino Siriri de Bonsucesso.

A participação de Várzea Grande na FIT Pantanal, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, Mário Quidá, consolida um novo momento para o turismo da cidade. “Trabalhamos para que o Município deixe de ser visto apenas como uma cidade de passagem e se torne parada e destino. Esse é um passo importante dentro do plano de governo da prefeita Flavia Moretti e do vice Tião da Zaeli e da política pública validada com o Conselho de Turismo, que tem a participação do trade e da sociedade”, destacou o gestor.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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