VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande realiza ‘Dia D de Vacinação Antirrábica’
VÁRZEA GRANDE
A expectativa é de imunizar entre 4 mil a 5 mil cães e gatos em 21 postos de vacinação distribuídos por toda a cidade
Será realizado neste sábado, 20, o ‘Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica Animal’, promovido pelo Centro de Controle de Zoonose de Várzea Grande (CCZ). A expectativa é de imunizar entre 4 mil a 5 mil cães e gatos. Ao todo, serão 21 postos de vacinação distribuídos por toda a cidade, funcionando das 8h às 17h, sem intervalo para o almoço.
A vacina é gratuita e indicada para cães e gatos a partir dos 3 meses de idade, desde que estejam saudáveis. A iniciativa tem como objetivo proteger os animais e prevenir casos de raiva, uma doença grave – zoonose – que pode ser transmitida aos seres humanos.
“A vacinação é fundamental para evitar a circulação do vírus da raiva no Município. Contamos com o apoio da população para levar seus animais e, juntos, garantirmos a saúde dos bichinhos e das famílias”, destacou a Secretária Municipal de Saúde, Deisi Bocalon.
A médica veterinária e responsável técnica do CCZ, doutora Estela Gonzalez, reforça a importância da mobilização da população para esse dia. “O bairro onde a equipe volante de vacinação não percorreu, o morador deve procurar, no sábado, o posto de vacinação mais próximo de sua casa, entre as 21 unidades disponíveis, para garantir a imunização do seu cão ou gato contra a raiva”.
A DOENÇA – A vacinação antirrábica anual é a única forma eficaz de prevenção. A raiva é uma doença viral grave, quase sempre letal, tanto para animais quanto para humanos. Além de proteger os pets, a imunização contribui para a saúde pública, já que cães e gatos são os principais transmissores da doença para o ser humano.
“Graças à vacinação em massa, já faz tempo que não temos casos de raiva no Município, e queremos manter assim. Por isso, contamos com a conscientização da população”, explicou Stela.
PONTOS DE VACINAÇÃO – Os 21 pontos de vacinação foram estrategicamente distribuídos por setores da cidade para facilitar o acesso da população. Entre eles, estão 18 escolas, uma igreja, uma praça e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
VEJA OS LOCAIS:
Setor I
• Bairro Manga – ETI Manoel Gomes (Tv. Barnabé de Mesquita – Pte. Nova – Cristo Rei)
• Cristo Rei Centro – Escola Domingos Sávio Brandão Lima (Rua Ary Paes Barreto, s/n)
• Cristo Rei Cohab – UBS Centro de Saúde Cohab Cristo Rei (Rua Pres. Cardoso Júnior, s/n)
• Jardim Maringá II – Escola Estadual José Mendes Martins (Rua João Lopes Macedo)
• Jardim das Oliveiras – Igreja Católica São Francisco (Av. Principal, em frente à cerca do Aeroporto)
Setor II
• XV de Maio – Praça Francisco Viola (Rua Projetada, s/n)
• Costa Verde – Escola Gonçalo Botelho de Campos (Rua Jacob do Bandolin, 30)
• Nova Várzea Grande – EMEB Jaime Veríssimo de Campos Júnior (Rua São Paulo, s/n)
• Jardim Aeroporto – Escola Estadual Professora Adalgisa de Barros (Rua Gov. Pedro Pedrossiam, s/n)
• Ouro Verde – EMEB Air Ador (Av. Principal, s/n)
Setor III
• Nova Fronteira – EMEB Prof. Eda Baracat da Silva (Rua 15, Q.56, próximo à igreja evangélica)
• Jardim Imperial – EMEB Irenice de Godoi (Rua Camarões, próximo à quadra de esportes)
• Vila Arthur – EMEB Padre Luiz (Rua Atlântica, próximo ao ESF Vila Arthur)
• Mapim – Escola Estadual Professora Maria Macedo (Rua Martim Afonso, s/n, próximo à antiga escola Vasti Pereira)
• Campos CAIC – EMEB Gonçalo Domingos de Campos (Rua Pirapora, Jd. Alá, próximo à EMEB Mamed Untar)
Setor IV
• Jardim dos Estados – Escola Estadual Ubaldo Monteiro da Silva (Rua Minas Gerais, s/n)
• Residencial Solares do Tarumã – Cemei Wilson Sodré Farias (Rua A, s/n)
• São Mateus – EMEB Centro Educacional Abdalla José de Almeida (Rua das Palmeiras, antiga Rua 32, s/n)
• Chapéu do Sol / Manaíra – EMEB Edenilson Kolling (Av. Tiradentes, nº 1.600)
• Parque Sabiá – ESF Ver. João Bulhões (Rua 15, Quadra 01, Lote 01)
INFORMAÇÕES – Para saber qual o ponto de vacinação mais próximo da sua casa, basta enviar uma mensagem para o WhatsApp do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ): 65 98476-5719
VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande amplia proteção de bebês prematuros com aplicação inédita do Nirsevimabe pelo SUS
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está reforçando os cuidados com a saúde de bebês prematuros ao disponibilizar, pela primeira vez, o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, popularmente conhecido como “vacina Nirsevimabe”. O medicamento oferece imunização imediata para proteger os bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia grave em crianças pequenas.
As doses integram o Protocolo de Uso do Nirsevimabe para Prevenção de Infecção do Trato Respiratório Inferior Associada ao Vírus Sincicial Respiratório em Bebês Prematuros ou com Comorbidades, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Nirsevimabe é destinado a um público específico e, em Várzea Grande, vem sendo administrado desde fevereiro deste ano, conforme prescrição médica e condição clínica do recém-nascido, na Maternidade Pública “Dr. Francisco Lustosa” e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A UBS Jardim Glória foi a primeira unidade, fora da maternidade, a aplicar a medicação.
Como explica Patrícia Pretel Feitosa, enfermeira responsável pela Imunização da Atenção Primária de Várzea Grande, a incorporação do Nirsevimabe ao SUS amplia a cobertura de proteção para todos os bebês prematuros que se enquadram nos critérios estabelecidos.
“O anticorpo tem indicações específicas, tanto em relação à dosagem quanto ao público-alvo”, destaca.
Somente entre os recém-nascidos prematuros, 19 doses foram aplicadas na maternidade entre fevereiro e o momento atual. Dependendo das condições de saúde e do peso da criança, algumas recebem a dose ainda durante a internação, enquanto outras aguardam o ganho de peso para receber o medicamento posteriormente em uma Unidade Básica de Saúde.
Patrícia explica ainda que, para recém-nascidos prematuros — aqueles nascidos com menos de 37 semanas de gestação —, a administração do Nirsevimabe deve ser feita por via intramuscular logo após o nascimento, ou assim que o bebê estiver clinicamente estável, ainda na maternidade.
“A dose do Nirsevimabe é única e varia apenas conforme a faixa de peso do paciente. Recém-nascidos e bebês com peso inferior a cinco quilos recebem uma dose única de 0,5 ml. Já aqueles com peso igual ou superior a cinco quilos recebem uma dose única de 1 ml”, explica.
Para crianças de até 24 meses de idade que apresentem comorbidades e permaneçam vulneráveis durante a segunda temporada de circulação do VSR, recomenda-se uma dose única, independentemente do peso, administrada em duas injeções de 1 ml cada, aplicadas em locais distintos.
Indicações para o uso do Nirsevimabe
- Prematuros (nascidos com menos de 37 semanas de gestação);
- Doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa;
- Doença pulmonar crônica da prematuridade;
- Imunocomprometimento grave, congênito ou adquirido;
- Fibrose cística;
- Doença neuromuscular;
- Anomalias congênitas das vias aéreas;
- Síndrome de Down.
Contexto
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos no Brasil.
Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros. Somente em 2024, dos 82.005 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atribuídos a vírus respiratórios, 32% (26.034 casos) foram causados pelo VSR.
A faixa etária mais atingida foi a de crianças com menos de um ano, que representaram 72,1% dos casos (18.759) e 42% dos óbitos (168 das 403 mortes registradas).
Os principais grupos de risco para desenvolver infecção respiratória grave causada pelo VSR são lactentes com menos de seis meses de idade, especialmente os prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e aquelas com cardiopatias congênitas.
Essa maior vulnerabilidade está relacionada à imaturidade do sistema imunológico, à menor transferência de anticorpos maternos, ao menor calibre das vias aéreas, além de fatores como baixa reserva energética, desmame precoce, anemia, infecções respiratórias recorrentes e uso prévio de corticoides.
O VSR apresenta comportamento sazonal, com maior circulação nos meses mais frios do ano. Embora esse padrão varie entre as regiões brasileiras, a maior incidência costuma ocorrer durante o outono e o inverno.
Anualmente, o vírus é responsável por cerca de 3,6 milhões de hospitalizações em todo o mundo e aproximadamente 100 mil mortes de crianças menores de cinco anos, sendo metade desses óbitos em bebês com menos de seis meses de idade. (Com informações do Ministério da Saúde)
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