CUIABÁ
Com imensa gratidão pelo atendimento recebido, paciente relata a luta de passar 245 dias internado no HMC
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Após uma grande luta de 245 dias de internação, Lucenis Maciel Nabau, de 42 anos, recebeu alta do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) Dr. Leony Palma de Carvalho. O paciente, que entrou na unidade em estado crítico, passou por cirurgia plástica e teve uma recuperação bastante lenta devido ao estado avançado de enfermidade causado por uma osteomielite sacral crônica que vinha enfrentando. Lucenis era o paciente mais antigo da unidade.
Lucenis, que é cadeirante há mais de 20 anos, conta que em abril de 2023 sua cadeira quebrou, ele acabou se ferindo e quebrando a bacia. Ele foi levado para a UPA, onde ficou internado por três meses aguardando ser transferido pelo Estado para o Pronto Socorro de Cuiabá (PSMC). Após conseguir ser operado, Lucenis ficou três meses internado no PSMC e, após receber alta, já em casa, teve complicações no pós-operatório, onde a operação se abriu e acabou infeccionando. Necessitando ser internado novamente, ele foi encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia, mas a unidade não oferecia a especialidade que ele necessitava. Somente em novembro de 2023, Lucenis conseguiu ser transferido para o HMC.
“Esse paciente chegou transferido de outra unidade para o tratamento de uma lesão por pressão que ele tinha na região sacral. A equipe deu início ao tratamento da infecção da ferida, para posteriormente passar por cirurgia. Foi um processo lento, mas felizmente ele hoje deixa a unidade sem nenhum risco e sem uma infecção pós-cirúrgica”, afirma Débora Chaves, gerente de áreas abertas do HMC.
“Quando eu vim transferido para cá, minha situação era muito triste, eu estava sofrendo muito. Estava com osteomielite no osso sacral, já estava necrosando, estava bem feio. Aqui a equipe médica começou o tratamento, tratou a infecção que foi um processo doloroso e lento, mas enfim vencemos, e graças a Deus fiz a cirurgia para fechar o ‘buraco’, que foi um sucesso”, comemora o paciente.
Lucenis falou ainda de sua gratidão por toda a equipe, pela qualidade e esforço do serviço prestado dentro do hospital por todos os servidores durante esses 245 dias. “Gostaria de deixar meus agradecimentos de coração, pois se não fossem eles (servidores do HMC), eu não teria vencido essa batalha que durou mais de um ano. Agradeço pelo atendimento de excelência que recebi nesta unidade pública; um atendimento desses é coisa rara hoje em dia”, concluiu o paciente.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados
Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.
Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.
A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.
Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.
A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.
Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.
“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”
A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.
A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.
“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”
A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.
O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.
“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”
No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



