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Em Tribuna Livre na Câmara, Oncologista aborda tipos de cânceres, transtornos e dores causados pela doença e dificuldades de tratamento pelo SUS

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27/11/2024
Em Tribuna Livre na Câmara, Oncologista aborda tipos de cânceres, transtornos e dores causados pela doença e dificuldades de tratamento pelo SUS
Da Assessessoria&nbsp
Nesta quarta-feira (27), é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer instituído pela Portaria MS/GM nº 707/1988 com o objetivo de ampliar o conhecimento da população brasileira sobre o câncer, principalmente sobre a sua prevenção
A Tribuna Livre da Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, durante a sessão plenária desta terça-feira (26), o oncologista Dr. Cleberson Queiroz, que além de ter sido homenageado com Moção de Aplausos pelo vereador Dr. Luiz Fernando (UB) também falou sobre os impactos que o câncer causa para o paciente, familiares e toda a sociedade. O médico disse que os meses de outubro e novembro ficaram marcados como os meses de luta contra o câncer de mama e próstata, que são os tumores agressivos mais frequentes em mulheres e homens, mas não se pode deixar de lembrar os vários outros tipos de cânceres que afetam a população. Dentro desse contexto, o especialista lembrou que de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil apresenta mais de 430 mil casos todos os anos, isso excluindo o câncer de pele. Somando com ele o número passa de 700 mil por ano.
Lembrando que nesta quarta-feira (27), é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer instituído pela Portaria MS/GM nº 707/1988 com o objetivo de ampliar o conhecimento da população brasileira sobre o câncer, principalmente sobre a sua prevenção, Dr. Cleberson explicou que a doença não discrimina ninguém, nenhuma classe social, religião ou gênero: atinge homens, mulheres, negros e brancos, qualquer ser humano é suscetível ao problema. “Sua incidência é democrática, seu diagnóstico nivela todos num mesmo grau de preocupação, ansiedade e medo”, discorreu o médico ao enfatizar que o câncer só é muito diferente na hora do acesso ao diagnóstico, exames e tratamento.
&nbsp“Enquanto geralmente as pessoas com melhores condições sociais e bons planos de saúde ou mesmo boas condições financeiras têm acesso a consultas médicas com especialistas renomados, nos melhores hospitais do país, a grande maioria da população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) padece”, completou.
Por conta da demora no atendimento da rede pública de saúde, Dr. Cleberson explicou que muitos pacientes acabam perdendo a oportunidade de tratamentos precoces e com chance de cura. “Quando conseguem a confirmação diagnóstica um desafio ainda maior se inicia: conseguir acesso a um centro especializado para iniciar o tratamento”, relatou.&nbsp
Na tentativa de resolver o problema da demora nos atendimentos, o governo federal criou a Lei 12.732, de 2012, que estabelece o prazo máximo de 30 dias para a realização dos exames necessários para confirmar o diagnóstico de câncer. Porém, mais de 10 anos se passaram e segundo dados do Observatório de Oncologia e do Inca, o tempo médio para início do tratamento do câncer no SUS hoje, é de pelo menos 174 dias, ou seja, quase seis meses.&nbsp
“Em Sergipe por exemplo, essa espera é de cerca de 273 dias, aqui em Mato Grosso, um dos estados mais ricos do Brasil, a média é inacreditavelmente de 233 dias, mais de sete meses para o início do tratamento”, esclareceu ao argumentar que nas campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul, todos os envolvidos ressaltam a necessidade de realizar exames preventivos, fazer diagnósticos precoces e com isso obter maior chance de cura possível.
“Mas do que nada adianta todo esse esforço de conscientização se o usuário não tiver acesso aos exames e ao tratamento? Como médico e professor, tenho a oportunidade de levar a mensagem do diagnóstico e tratamento precoce do câncer a muitas plateias, mas hoje tive a honra de falar a uma plateia que tem o Poder e porque não dizer o Dever, de participar desse processo”, proferiu Dr. Cleberson aos vereadores. Ele ainda explicou que o atendimento à população carente é ministrado por meio de Unidade Básica de Saúde e Alta Complexidade em oncologia – chamados de CACONS e UNACONS – quase sempre ligados a hospitais filantrópicos que dependem de repasses feitos pelo Poder Público para fornecer o serviço ao povo.&nbsp
“Constantemente testemunhamos as dificuldades desses serviços em manter o atendimento por causa da dificuldade de repasse ou por problemas com as organizações sociais prestadoras de serviço”, afirmou ao acrescentar que recentemente o Conselho Regional de Medicina do qual ele faz parte, interditou uma unidade de terapia intensiva pediátrica na cidade de Rondonópolis, localizada a aproximadamente 214 quilômetros de Cuiabá. Os médicos da UTI em questão, segundo o oncologista, estavam há meses sem receber salários, sem contar que também havia carência de profissionais no quadro de serviços, além de falta insumos básicos para os atendimentos.&nbsp
“Aproveito a oportunidade para conclamar a todos os vereadores para participar desta luta que é de todos nós, a incidência de câncer está aumentando a cada dia e isso não é um problema que irá simplesmente desaparecer, mas sim piorar.&nbsp Nós, enquanto cidadãos ou agentes públicos devemos dar nossa contribuição nesta luta”, reivindicou o oncologista Dr. Cleberson Queiroz ao agradecer o vereador Dr.&nbsp Luiz Fernando pela homenagem. “Sinto-me honrado em participar da Tribuna desta Casa de Leis e em receber esta homenagem de Moção de Aplausos”, concluiu.
O vereador pediu para que os pares da Casa continuem lutando arduamente por melhorias na saúde. E destacou que só quem passou pelo câncer sabe dizer verdadeiramente o tamanho da dor. “Sofre o paciente e a família. É uma dor imensurável. E o trabalho do Dr.Cleberson na prevenção e tratamento do câncer é fenomenal, por isso nada mais justo que lhe fazer essa homenagem. Tem todo o meu respeito e admiração”, finalizou Dr. Luiz Fernando.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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