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Força-tarefa garante 26 transferências hospitalares em menos de 24h em Cuiabá
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Em menos de 24 horas após uma força-tarefa articulada pela nova gestão da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, 26 transferências de pacientes foram realizadas com sucesso, garantindo acesso oportuno a leitos hospitalares para quem aguardava atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital. Do total de encaminhamentos, 23 foram para enfermarias e 3 para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
A ação foi resultado direto da atuação da secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, que esteve pessoalmente nas UPAs e nos hospitais da rede de atenção terciária, como o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital São Benedito e o antigo Pronto-Socorro, para organizar, junto às equipes técnicas, um novo fluxo de encaminhamento entre os níveis de atenção à saúde.
“Essas transferências se deram graças à gestão eficiente das unidades e à articulação entre os níveis de atenção, ou seja, da atenção secundária, que são as unidades de pronto atendimento, com os núcleos internos de regulação dos hospitais, HMC, São Benedito e Pronto-Socorro Municipal, junto à regulação estadual de urgência e emergência”, explicou a secretária.
Danielle destacou que o objetivo central é garantir que pacientes que necessitam de cuidados hospitalares sejam transferidos em tempo hábil, liberando os leitos nas UPAs para novos casos que chegam em situação de urgência e emergência, e também evitar que os pacientes que passam pela medicação permaneçam internados nos setores por falta de leitos da própria unidade.
“As medidas adotadas foram justamente esse alinhamento direto com os diretores técnicos das unidades hospitalares e com as equipes assistenciais, promovendo uma análise criteriosa da ocupação dos leitos, avaliando quais estavam aptos para liberação, além das altas médicas”, detalhou a gestora.
Segundo a secretária, todas as transferências ocorreram de forma organizada e segura, reforçando o compromisso da nova gestão com a resolutividade e a eficiência na saúde pública da capital. “Encaminhar os pacientes para os hospitais e liberar os leitos das UPAs é fundamental para manter o sistema fluindo e para garantir o atendimento imediato à população que mais precisa. Essa ação mostra que, com planejamento e articulação, é possível melhorar a assistência e salvar vidas”, completou.
A gestão reforça que as visitas técnicas, avaliações de fluxo e diálogo com profissionais da ponta continuarão sendo realizados com frequência, como parte de uma estratégia permanente de gestão participativa, centrada na escuta, na eficiência e no cuidado com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá.
O secretário adjunto de Atenção Secundária, Israel Paniago, também ressaltou os avanços já percebidos com as medidas adotadas pela nova gestão. “As UPAs Pascoal Ramos e Morada do Ouro zeraram as internações improvisadas nas salas de medicação, o que vinha sendo um problema muito grande. Por falta de leitos nas enfermarias, os pacientes acabavam ficando internados nesses espaços de forma improvisada. Agora, com o novo fluxo e a articulação com os hospitais, conseguimos corrigir essa distorção e melhorar o acolhimento nas unidades.”
#PraCegoVer
A imagem mostra cadeiras hospitalares vazias, todas na cor azul claro. As paredes do local hospitalar são brancas e o piso tem tons escuros.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral
Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).
Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.
De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.
“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.
A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.
O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.
Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.
“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.
O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.
Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.
A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.
O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.
Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

