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Moisés Mendes Martins: resgate cultural em Cuiabá aos 306 anos

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08/04/2025
Moisés Mendes Martins: resgate cultural em Cuiabá aos 306 anos
SECOM- Câmara Municipal de Cuiabá
Neste aniversário de 306 anos, a Câmara de Cuiabá resgata e engrandece a memória cultural da população. Moisés Mendes Martins, figura emblemática que carrega na fala, nas letras e na memória a essência da capital mato-grossense.
Moisés é escritor, compositor e cantor de 84 anos. Nascido em Campo Grande, ainda quando o estado de Mato Grosso não havia sido dividido, vive em Cuiabá desde os primeiros meses de vida e nunca mais saiu da cidade.&nbsp
Ainda muito jovem, alimentou sua paixão pela poesia impulsionado pela mãe, que era professora e enfermeira. Foi ela quem o apresentou à leitura e a novas formas de se expressar.&nbsp
“Desde pequeno eu escrevo. Minha mãe me levava para a escola e me ensinava. Eu devia ter cinco ou seis anos e a diretora avisou que o deputado Rachid Saldanha vinha visitar a escola e eu fiz o meu primeiro poema assim”, lembra o escritor.&nbsp
O poeta é autor de diversas letras de rasqueados cuiabanos, cantadas por artistas locais e, mesmo sem o devido reconhecimento, ele continuou a escrever e a se expressar, mantendo assim viva a tradição musical local. Moisés conta sobre o preconceito sofrido por conta do sotaque cuiabano.&nbsp
Para ele, o “cuiabanês” é rico e resultado de diversas influências. Ele se recorda de um episódio em que foi alvo de comentários ofensivos em uma fila de banco.&nbsp
“Dois homens diziam: ‘Você já viu como o cuiabano fala feio?’ Saí da fila, bati no ombro de um deles e falei: ‘O rapaz acaba de me dar um tema para um rasqueado’. ‘O meu jeito de falar provoca riso e gozação, que me dá vontade de te mandar tomar chá de erva-cidreira ou de picão. Mas o lugar que eu queria mesmo te mandar, não posso falar, porque é um tremendo palavrão’”, canta entre risos.&nbsp
Hoje, Moisés observa com atenção o crescimento da cidade e acredita em um futuro promissor para Cuiabá. Ele compara com cidades históricas de Minas Gerais, onde o patrimônio foi preservado enquanto novas estruturas foram construídas ao redor. Para ele, Cuiabá deve seguir por esse caminho: proteger seu centro histórico e se expandir com planejamento.
“Cuiabá cresce de forma violenta, e cada vez chega mais gente. Precisamos de reurbanização! As cidades históricas de Minas Gerais, por exemplo, são intocáveis. Tudo que é novo, eles construíram agora. Acredito que Cuiabá deva fazer o mesmo. O nosso futuro é maravilhoso e tem tudo para se tornar uma verdadeira metrópole”, finaliza o compositor.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

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O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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