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Órfãos do feminicídio são debate na Câmara de Cuiabá

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24/11/2023
Órfãos do feminicídio são debate na Câmara de Cuiabá
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) presidiu nesta sexta (24.11) uma audiência pública com o tema ‘Órfãos do feminicídio’. Evento que faz parte do Movimento Conecta 21, que propõe uma agenda de atividades de conscientização da urgência da luta pela erradicação da violência contra a mulher. Autoridades do poder público, judiciário e a sociedade civil estiveram presentes na reunião.
“Hoje nós atuamos tentando compreender e mitigar o que acontece no ciclo da violência doméstica, olhar os órfãos do feminicídio é olhar o pós-violência, que muitas vezes é negligenciado”, relata a vereadora Maysa Leão à imprensa. Segundo Maysa, é necessário também olhar a pré-violência e os sinais de agressões que muitas vezes se passam despercebidos.
Para a defensora pública do Estado de Mato Grosso, Rosana Leite, que é presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, esta audiência pública é importante para fomentar o debate em torno dos órfãos do feminicídio’. “Se você olhar os dados do IPEA, verá que 98% das pessoas conhecem a lei Maria da Penha, mesmo assim, o impacto do índice da violência é muito triste”, relatou a defensora.
Durante a audiência, o procurador do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Dr° Paulo Prado, chamou a atenção para os órfãos de feminicídio após a maioridade, visto que os mesmos têm complicações significativas devido ao trauma vivido. Ele também apontou sobre o estigma do termo feminicídio, onde muitos ainda têm preconceito com o tema. E que a luta contra essa violência não é de nenhuma corrente ideológico-partidária.&nbsp
Já o Dr° Thiago Afonso, promotor do MPMT, utilizou a Tribuna da audiência pública para relatar o trabalho do MP no combate à violência doméstica. O Dr° Thiago destacou a atuação da 5° promotoria (com 9 promotores),do espaço de valorização da vida que atua na prevenção da violência, do grupo reflexivo para homens e do acolhimento das mulheres vítimas no espaço Caliandra.&nbsp
Elis Regina, subsecretária da mulher de Cuiabá, também esteve presente na audiência. A representante do Executivo acredita que o movimento deve ser apartidário, pois é uma luta de todos. Segundo Elis, mesmo com pouco recurso, a Secretaria trabalha para que não haja mais nenhuma vítima.&nbsp
Dentre os encaminhamentos estão a implementação do circuito de paz no currículo escolar, a destinação de emendas para a secretária da mulher e ao projeto chita e fuxico, o debate sobre os órfão do COVID e também medidas cabíveis ao caso do Carlos Alberto Bezerra, réu confesso no assassinato de Thays Machado com quem teve um relacionamento e do então namorado da advogada, Willian César.&nbsp
Além da vereadora Maysa Leão, estiveram os vereadores Robinson Cireia (PT), Rogério Varanda (MDB) e Felipe Corrêa (Cidadania). Dr° Jamilson Haddad – juiz de Direito, Dr° Ana Graziela – juíza de Direito, Dr° Paulo Prado – procurador do MPMT, Dr° Thiago Afonso – promotor do MPMT,&nbsp Drª Rosane Leite – defensora pública MT, Drª Tânia Matos – defensora pública MT, Dr° Jozirlethe Criveletto – delegada da Polícia Cívil, Elis Regina – subsecretária da Mulher de Cuiabá, Dra. Flávia Moretti – representante da ABMCJ (Associação brasileira das mulheres de Carreira Jurídica), compondo o dispositivo de honra.
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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