CUIABÁ
Prefeitura de Cuiabá leva atendimentos de saúde a pessoas em situação de rua
CUIABÁ
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá, por meio da Atenção Primária, desenvolve o Serviço Consultório na Rua, uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada para oferecer atendimento humanizado e integral às pessoas em situação de rua. A iniciativa tem transformado realidades, levando cuidados de saúde e inclusão social a quem, muitas vezes, não consegue acessar os serviços básicos. De janeiro a junho deste ano, a equipe multiprofissional já realizou 2.068 atendimentos.
O enfermeiro Josias Botelho, integrante da equipe, explica que o serviço funciona de forma semelhante a uma unidade básica de saúde, mas adaptado à realidade de quem vive nas ruas.
“O Consultório na Rua é uma equipe de atenção primária destinada ao atendimento de pessoas em situação de rua. Atuamos em locais onde elas se encontram, geralmente em praças, vielas ou outros espaços públicos. O atendimento começa com o acolhimento pela assistência social e segue para o enfermeiro ou o médico, conforme a necessidade clínica. É um trabalho multiprofissional, com prontuário único, e buscamos não só cuidar da saúde, mas também compreender e atuar sobre outras vulnerabilidades sociais. Em Cuiabá, o serviço é realizado por duas equipes de Consultório na Rua (Luz e Novo Amanhecer) que fazem a cobertura no território.”, destaca.
A equipe atua em dois turnos e conta com enfermeiro, médico, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, psicólogo e profissional de saúde bucal. O serviço realiza desde consultas e encaminhamentos até testagens rápidas, coleta de exames para tuberculose e acompanhamento de tratamentos, além de articulação com toda a rede de saúde e assistência social.
Para o médico Hélio Jacobi, trabalhar no Consultório na Rua é desafiador e recompensador. “É gratificante porque damos oportunidade de inclusão social. Atendemos pessoas em extrema vulnerabilidade, e muitas vezes somos a única chance que elas têm de acessar a saúde. Há resistência no primeiro contato, especialmente nos casos de saúde mental, mas conseguimos criar vínculos terapêuticos. Quando o usuário abandona o tratamento ou tem dificuldade de continuar, fazemos busca ativa e tentamos garantir que ele chegue até o atendimento que precisa”, relata.
A secretária adjunta de Atenção Primária, Catarina Célia de Araújo Amorim, reforça que o Consultório na Rua é um exemplo de política pública que leva o SUS até onde as pessoas estão.
“O serviço é fundamental porque rompe barreiras de acesso e promove equidade. Muitas pessoas em situação de rua não têm condições mínimas de procurar uma unidade de saúde. Com essa estratégia, levamos atendimento, escuta qualificada e encaminhamentos, garantindo que ninguém fique sem cuidado apenas por não ter um endereço fixo”, afirma.
Perfil de atendimentos
Nesse período, os atendimentos foram majoritariamente de adultos do sexo masculino, com 63% dos homens na faixa etária entre 30 e 54 anos de idade. Das mulheres atendidas, a faixa etária se concentrou entre 30 e 59 anos. O perfil mostrou pessoas em situação de rua com histórico de desemprego e dificuldades para aquisição de vínculo de trabalho.
Com atuação itinerante, escuta acolhedora e integração com a rede de saúde, o Consultório na Rua reafirma o compromisso da SMS de Cuiabá com uma saúde pública inclusiva, que alcança todos os cidadãos, independentemente da condição social.
#PraCegoVer
A imagem mostra um médico realizando o atendimento de uma paciente em uma praça. Os dois estão sentados em cadeiras de plástico brancas, em volta de uma mesa branca. Ao fundo, existe uma fachada nas cores branco e verde.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá
O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.
Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.
De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”
Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”
Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”
Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”
Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.
Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.
O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.
A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.
Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.
A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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