CUIABÁ
Prefeitura lança Plano de Contingência para Dengue e anuncia que não houve mortes em 2025
CUIABÁ
A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), apresentou na manhã desta quinta-feira (27) o novo Plano de Contingência Municipal para Arboviroses em 2026, um instrumento robusto que padroniza ações, define fluxos e orienta respostas coordenadas para o enfrentamento de cinco tipos de arboviroses: Dengue, Chikungunya, Zika, Febre do Oropouche e Febre Amarela.
O encontro reuniu equipes técnicas e representantes de diversas pastas essenciais para a execução do plano, reforçando a articulação intersetorial necessária para enfrentar desafios epidemiológicos. Participaram da reunião: Vigilância Epidemiológica, Unidade de Vigilância em Zoonoses, Vigilância Sanitária, Vigilância Ambiental, Atenção Primária, Atenção Secundária, Laboratório Central de Cuiabá, Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Secretaria de Ordem Pública e Defesa Civil e Secretaria de Assistência Social.
O lançamento do Plano vem acompanhado de uma conquista histórica: a capital registrou, em 2025, zero óbitos por Dengue, alcançando o índice de letalidade zerado no período.
Segundo o relatório epidemiológico que embasa o documento:
* Óbitos por Dengue em 2024: 4 confirmados
* Óbitos por Dengue em 2025: 0 confirmados
* Casos notificados: queda de 2.950 (2024) para 1.984 (2025)
Os números refletem a efetividade do monitoramento intensificado, das ações de campo e da resposta rápida das equipes de vigilância.
O Plano de Contingência estabelece uma lógica operacional clara, dividida em estágios que permitem ação imediata diante de qualquer alteração no cenário epidemiológico:
* Nível Zero – Normalidade: monitoramento contínuo e ações preventivas.
* Nível I – Mobilização: reforço das equipes e ampliação das estratégias de controle.
* Nível II – Alerta: intensificação das medidas de combate após detecção de aumento de casos.
* Nível III – Emergência: resposta completa e integrada, mobilizando recursos ampliados.
Essa estrutura possibilita ativar ou desativar a Sala de Situação conforme a necessidade, garantindo que nenhum surto evolua sem resposta adequada.
O documento destaca ainda o cenário da Chikungunya, que apresentou aumento de registros em 2025. A preparação e o alinhamento das equipes garantem condições de resposta efetiva. Cuiabá também mantém vigilância ativa sobre a Febre do Oropouche e Febre Amarela, ambas sem casos confirmados até o momento, reforçando o compromisso com a proteção preventiva da população.
Durante a reunião, o coordenador do CIEVS, Weslen Santana Padilha, reforçou que o Plano de Contingência é um esforço coletivo e intersetorial. A integração com áreas como assistência social, limpeza urbana, ordem pública, defesa civil, laboratório, atenção primária e secundária cria um sistema unificado de enfrentamento capaz de proteger a cidade em diferentes cenários epidemiológicos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Cuiabá reúne lideranças para debater plano de redução de riscos em comunidades vulneráveis
Com foco na prevenção de desastres e no planejamento urbano, a Prefeitura de Cuiabá realizou, nesta terça-feira (28), um encontro com lideranças comunitárias para discutir a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A reunião ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) e integra a etapa inicial de validação das áreas prioritárias a serem trabalhadas pelo projeto.
A iniciativa faz parte de uma política pública articulada entre o município, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades. O objetivo é identificar, mapear e propor medidas para reduzir riscos em áreas vulneráveis a desastres, como deslizamentos, inundações e queimadas.
O professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMT e coordenador geral do PMRR, Hugo Kamiya Tsutsui, destacou o papel da universidade na execução técnica do projeto e a necessidade de validação junto à população.
“Estamos consolidando a primeira etapa, que é a validação das áreas definidas pela equipe técnica e pelo comitê gestor. A participação das lideranças é essencial para identificar pontos que podem não ter sido mapeados inicialmente”, afirmou.
Segundo o coordenador, a próxima fase envolve o diagnóstico detalhado das áreas, com uso de tecnologia para levantamento de dados.
“Vamos realizar sobrevoos com drones para mapear essas regiões e, a partir disso, classificar os níveis de risco. Isso permitirá definir quais intervenções são necessárias”, explicou.
O prazo para conclusão do plano é dezembro deste ano, quando o documento deverá ser apresentado e validado em audiência pública. A partir dessa etapa, caberá à gestão municipal a implementação das ações propostas.
O diretor técnico da Defesa Civil de Cuiabá, o capitão Marcelo Cerqueira, ressaltou o papel do órgão no acompanhamento das atividades de campo e na articulação com as comunidades.
“A Defesa Civil atua junto à equipe técnica nas visitas aos bairros e mantém diálogo com lideranças locais para facilitar o acesso às áreas. Esse trabalho conjunto é fundamental para identificar riscos e orientar medidas preventivas”, disse.
Já a representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a engenheira ambiental Bruna Gonçalves Aquino enfatizou o impacto do plano na organização territorial da cidade.
“O plano é um estudo técnico aprofundado que abrange todo o território urbano. Ele vai contribuir para organizar o crescimento da cidade e promover melhorias nas condições de moradia, com mais segurança e qualidade de vida”, comentou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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