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Unidades básicas de saúde realizaram mais de 2,6 milhões de atendimentos em 2022

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O fortalecimento da rede municipal de saúde é a principal preocupação da gestão Emanuel Pinheiro, que não tem medido esforços para levar à população um serviço de qualidade, apesar dos muitos percalços ocasionados pela pandemia. Na Atenção Primária, por exemplo, muito tem sido investido em reformas de unidades e capacitação das equipes. 

O número de atendimentos nas unidades básicas de saúde neste ano superou a quantidade de 2019, último ano antes da pandemia, quando todos os serviços ainda funcionavam sem restrições. Em 2022, foram realizados 2.672.609 atendimentos na Atenção Básica até o dia 18 de dezembro, enquanto em 2019 foram 2.260.648 o ano inteiro.

“Em 2020, ano em que começou a pandemia no Brasil, tivemos que diminuir drasticamente os atendimentos nas UBS, que eram feitos com normas rígidas de segurança para evitar a contaminação. Naquele ano realizamos 1.459.808 atendimentos. Em 2021, com o início da vacinação e com o número de óbitos entrando em queda, fizemos 1.954.325 atendimentos, pois pudemos voltar a receber os pacientes normalmente nas unidades”, explicou Flavia Guimarães, secretária-adjunta de Atenção Primária.

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Dentro destes mais de 2 milhões de atendimentos realizados neste ano, mais de 830 mil foram visitas domiciliares e territoriais. Em relação à vacinação, foram aplicadas nas unidades de saúde 264.186, entre vacinas de rotina e contra Covid-19. Foram realizados mais de 980 mil procedimentos individualizados e 67 mil atendimentos odontológicos.

“Mesmo com os problemas que tivemos de demissão de muitos servidores, que foram substituídos ao longo do ano por aprovados nos processos seletivos, ainda assim conseguimos realizar um número superior de atendimentos ao levarmos em conta os últimos quatro anos. Ainda estamos reestruturando a Atenção Básica, que, se Deus quiser, em breve terá as unidades com o quadro completo, principalmente com médicos, que é o nosso maior gargalo no momento. Já estamos fazendo uma nova estratégia para preencher essas lacunas até os aprovados do concurso tomarem posse. A pandemia também afetou muito na questão de insumos e medicamentos, mas temos feito o enfrentamento para termos resultados mais positivos em 2023. Estamos no caminho certo, trabalhando com muita responsabilidade para oferecer uma saúde cada vez melhor para os usuários das unidades básicas”, concluiu a secretária-adjunta.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Prefeitura inicia Censo Real para mapear população em situação de rua e ampliar rede de acolhimento

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, iniciou a operação Censo Real, uma ação conjunta com o Governo de Mato Grosso para realizar um diagnóstico atualizado da população em situação de rua no município. O levantamento tem como objetivo identificar o perfil, as necessidades e a quantidade de pessoas nessa condição, subsidiando a ampliação das políticas públicas de acolhimento, assistência social, saúde e reinserção social. A ação começou na terça-feira (14).

A iniciativa reúne equipes da Prefeitura e do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Segurança Pública (Sesp) e de Assistência Social e Cidadania (Setasc), além do Ministério Público e do Poder Judiciário. Nesta primeira etapa, quatro equipes atuaram simultaneamente na Praça do Porto, na Rodoviária, no Morro da Luz e na Praça Ipiranga. Na quarta-feira (15), os trabalhos seguem na Praça Cultural do CPA II e na região dos bairros Pedregal e Leblon.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, o município já realiza o acompanhamento da população em situação de rua, mas o Censo Real permitirá um levantamento ainda mais detalhado e atualizado. “Esse diagnóstico sempre foi feito, mas agora teremos um levantamento individualizado de todas as pessoas em situação de rua. Nosso cadastro é atualizado a cada seis meses, porém queremos intensificar esse acompanhamento, realizando-o de forma quadrimestral. Assim, teremos números mais precisos para desenvolver novas políticas públicas em conjunto com o Estado”, destacou Hélida.

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Atualmente, o município conta com uma rede de acolhimento com capacidade para 350 vagas, distribuídas entre as unidades da Associação Terapêutica de Apoio às Pessoas, do Abrigo do Porto, do Abrigo Guia e do Miraglia. Esta última unidade está em reforma. Segundo Hélida, o diagnóstico permitirá dimensionar a necessidade de ampliação dessa estrutura e fortalecer o atendimento às pessoas em situação de rua, especialmente àquelas que necessitam de tratamento para dependência química. Ela ressaltou ainda que diversos fatores contribuem para o aumento dessa população, como o uso abusivo de álcool e outras drogas, o rompimento dos vínculos familiares e a vulnerabilidade social. “A saída das ruas depende da vontade da própria pessoa. O nosso papel é oferecer acolhimento, acompanhamento social, psicológico e os encaminhamentos necessários para que ela tenha condições de reconstruir sua vida”, completou.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susana Tamanho, destacou que a ação integra diversas áreas do poder público e busca enfrentar uma realidade que impacta tanto a assistência social quanto a segurança pública. “Hoje estamos realizando um diagnóstico para identificar quem são essas pessoas, quantas são e quais encaminhamentos serão necessários. Muitas delas vivem em situação de extrema vulnerabilidade e acabam também expostas à criminalidade, ao tráfico de drogas e à prática de delitos. Por isso, é fundamental que Estado e município atuem juntos”, afirmou.

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Também participaram da ação a secretária adjunta de Políticas para Mulheres da Setasc, Salete Morockoski, e o secretário adjunto de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva da Setasc, Emerson Toledo Santana, que reforçaram o compromisso do Governo do Estado em apoiar financeiramente o município na implementação e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à população em situação de rua.

Entre as pessoas abordadas pelas equipes está Pedro Andrade, de 40 anos, que vive há mais de uma década em situação de rua. Dependente de álcool e outras drogas, ele afirmou acreditar na possibilidade de reconstruir a própria vida, desde que tenha acesso a tratamento adequado. “Tem que ter uma casa de apoio de verdade, com tratamento, remédio e acompanhamento. Não basta apenas retirar a pessoa da rua. É preciso oferecer condições para que ela consiga vencer a dependência e recomeçar.”

Além das ações de acolhimento, distribuição de cobertores, alimentação e atendimento social, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão viabilizou, entre janeiro e junho deste ano, 170 passagens interestaduais e intermunicipais para pessoas em situação de vulnerabilidade que, após atendimento técnico e cumprimento dos critérios estabelecidos, puderam retornar ao convívio familiar.

Após a conclusão do levantamento, o Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá devem firmar um convênio para apoiar financeiramente a ampliação da rede de acolhimento e a reforma das unidades existentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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