MATO GROSSO
Abertas inscrições para escolha de desembargador e juiz estadual no CNJ; prazo vai até dia 12
MATO GROSSO
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou edital abrindo inscrições para o preenchimento de duas vagas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), destinadas a um desembargador de Tribunal de Justiça e a um juiz estadual. Os atuais mandatos se encerram em 1º de fevereiro de 2026, conforme prevê o artigo 103-B da Constituição Federal, que trata da composição do órgão.
As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de setembro de 2025, exclusivamente pelo endereço eletrônico www.stf.jus.br/vagacnj. O chamamento foi formalizado em edital assinado pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e acompanhado de um ofício-circular enviado a todos os Tribunais de Justiça, reforçando a importância da ampla divulgação entre magistrados estaduais.
Em Mato Grosso, o presidente do Tribunal de Justiça (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, determinou que a convocação seja publicada no Diário da Justiça Eletrônico, encaminhada por e-mail funcional a todos os juízes e desembargadores, além de divulgada nos canais institucionais do Judiciário estadual. Também determinou que, após as publicações, seja enviado ofício ao STF informando sobre as medidas adotadas.
Como funciona a escolha
O CNJ é composto por 15 membros, com mandatos de dois anos, admitida uma recondução. As duas vagas abertas agora correspondem à representação da magistratura estadual: uma para desembargador de Tribunal de Justiça e outra para juiz de Primeiro Grau.
Após o término do período de inscrições, o STF compila as candidaturas recebidas. Os nomes passam então por processo de escolha e indicação, seguido de apreciação pelo Senado Federal, responsável por aprovar os futuros conselheiros por meio de sabatina.
Sobre o CNJ
Criado pela Emenda Constitucional nº 45/2004, o Conselho Nacional de Justiça é o órgão responsável pelo controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário e pela fiscalização do cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados. Entre suas atribuições estão a análise da atuação de tribunais, o planejamento estratégico da Justiça, a edição de recomendações e resoluções de alcance nacional, além da implementação de políticas judiciárias em áreas como acesso à Justiça, conciliação, direitos humanos e combate à morosidade processual.
A abertura das inscrições garante que magistrados de todo o país possam participar do processo, reforçando o caráter plural e representativo do colegiado.
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



