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Atletas de todas as categorias se preparam para a “1ª Corrida da Core”

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As inscrições para a “1ª Corrida da Core”, promovida pela Polícia Civil, ainda estão abertas, mas atletas de todas as categorias já se preparam para o evento, que será realizado no dia 29 de novembro no Parque Novo Mato Grosso, na Rodovia MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A professora e corredora amadora Edylainy Gomes, 39 anos, treina com dedicação e aguarda ansiosa pela prova.


“Tenho gostado de corridas organizadas pelas instituições de segurança e, por ser a primeira da Core, acredito que será muito bem organizada”, disse a atleta, confiante no compromisso institucional demonstrado pela Polícia Civil.

Corredora desde 2013, ao longo desses 12 anos de esporte, ela conta que já participou de mais de 100 corridas de rua, de estilo trail run (corrida em terrenos sem asfalto) e com obstáculos.

A atleta revela que vem treinando com bastante foco, buscando ganhar mais fôlego e reduzir o tempo de prova. “Estou me preparando para melhorar nas corridas no ‘gwral’ (sic) e conseguir concluir inteira. E nessa corrida pretendo por meu pace 7 pra jogo”, explicou Edylainy que se inscreveu na prova de 5km.

Motivação e incentivo

Edylainy conta que a corrida tem sido um diferencial na vida dela. Segundo ela, na época em que se deparou com a corrida, em 2013, estava com o filho de um ano de idade, obesa e com depressão. “Nessa época, eu estava com meu bebê, em fase de amamentação e me sentia acabada. Estava acima do peso e depressiva. Chorava, me sentindo (sic) fisicamente destruída, acreditando que não teria mais jeito pra mim. Isso tudo afetou muito meu psicológico”, revelou.

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Segundo ela, a família foi quem a motivou para sair da condição física da obesidade e mental da depressão. “Encontrei na minha família meu maior incentivo. Meu irmão deu um choque de realidade em mim e me puxou pra mudar meus hábitos e pensamentos. Ele, literalmente, correu ao meu lado”, lembra Edylainy, sobre como foi importante a presença do irmão, Edyrley Gomes.


A atleta recorda que via o irmão e a mãe, Luiza Ferreira, sempre alegres, enquanto se preparavam para as participações nas corridas, e isso despertava um sentimento bom dentro dela. “Achava aquilo muito legal, a preparação, pegar os kits, superar o tempo. Via eles felizes. Mas estava passando por todo o processo de depressão, de não acreditar mais em mim. Graças à minha família e à corrida, consegui superar essa fase e mudar minha mente e meu corpo”, lembra Edylainy.

Segundo ela, tem sido um processo contínuo de evolução na saúde mental e física. “É um processo longo e contínuo, que me fez sair da depressão e que já cheguei a eliminar cerca de 60 kg”, revela a atleta sobre os benefícios que a corrida trouxe à vida dela.

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Hoje, a professora e corredora busca também motivar outras pessoas a encontrarem na corrida o mesmo benefício físico e emocional. “Convidei um grupo de amigas que está iniciando na corrida a participar do evento. Somos quatro amigas e, juntas, nesses últimos três meses já perdemos mais de 30 kg”, disse Edylainy, comemorando as mudanças promovidas pela corrida na vida dela e de suas amigas.


Ela salienta que conquistar o pódium seria um grande feito, mas que sabe que precisa treinar mais para isso. Contudo, assegura, que alcançar uma boa classificação na sua faixa etária já será um grande acontecimento na sua trajetória. “Quero treinar, preparar, superar, curtir cada km, pois a corrida vai além de só sair correndo. É um momento de superação, diversão e até terapêutico”, acredita Edylainy.

1ª Corrida da Core

As inscrições para a “1ª Corrida da Core” ainda podem ser feitas pelo site www.acronoesportes.com.br ou diretamente pelo link https://www.acronoesportes.com.br/evento/2025/corrida-de-rua/1-corrida-de-rua-da-core-2025.

Organizada pela Polícia Civil, por meio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), a corrida terá duas modalidades de 5km e 10km e premiações gerais para masculino e feminino.

Mais detalhes sobre a prova podem ser obtidas no regulamento pelo link: https://www.acronoesportes.com.br/evento/2025/corrida-de-rua/1-corrida-de-rua-da-core-2025

Fonte: Governo MT – MT

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Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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