MATO GROSSO
Bombeiros apresentam Batalhão Ambiental a coordenadores municipais de Defesa Civil
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) apresentou a estrutura do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá, e da Sala de Situação Descentralizada do Pantanal, em Poconé, aos coordenadores municipais de Defesa Civil. O propósito foi demonstrar o trabalho desenvolvido nas áreas de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios florestais no estado.
A visita técnica ocorreu na quarta e quinta-feira (3 e 4.9), reunindo cerca de 50 representantes de diversos municípios mato-grossenses. A ação integrou a programação do 3º Encontro de Coordenadores Municipais, promovido pela Defesa Civil Estadual ao longo da semana. O evento busca fortalecer a rede de proteção e aprimorar as estratégias de gestão de riscos e desastres.
Durante a visita, os coordenadores puderam conhecer de perto a estrutura física do BEA e da sala descentralizada, as equipes de trabalho e o planejamento operacional das ações de monitoramento e resposta para garantir uma atuação rápida e eficaz no enfrentamento aos incêndios florestais no Pantanal e nos demais biomas. Além disso, também foi apresentado o sistema de monitoramento via satélite, operado por meio de uma plataforma especializada, que permite o acompanhamento em tempo real dos focos de calor e das áreas de maior risco.
Para o comandante do BEA, tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, a visita representa uma oportunidade de ampliar a capacidade de resposta em todo o território mato-grossense, com o apoio dos municípios nas ações que lhes couber. “Essa visita técnica é fundamental para estreitarmos os laços com os municípios e alinharmos estratégias integrada. A presença dos coordenadores demonstra o compromisso da Defesa Civil em fortalecer as ações de gestão de riscos e ampliar a capacidade de resposta em todo o território de Mato Grosso”, afirmou.
A coordenadora de Defesa Civil de Primavera do Leste, Cristina Corrêa, destacou a importância não apenas da visita técnica, mas também de compreender, na prática, o funcionamento das estruturas de monitoramento e resposta do Corpo de Bombeiros.
“Só de participar deste encontro, passamos a ter acesso direto à Defesa Civil do Estado e ao BEA, posso perceber a realidade daqui, além de ampliar muito meu conhecimento. Isso clareia bastante, nos orienta sobre o que fazer e a quem recorrer, ao estado, às parcerias. Conhecer outros setores que envolvem o trabalho conjunto e saber que contamos com esse apoio é muito importante”, afirmou.
Além das visitas técnicas realizadas, o 3° Encontro de Coordenadores Municipais realiza, nesta sexta-feira (5.9), uma atividade de mapeamento de áreas de risco, como encerramento do encontro.
Fonte: Governo MT – MT
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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT


