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Bombeiros resgatam gambá no topo de poste a cerca de 10 metros de altura

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na manhã desta quinta-feira (29.1), o resgate de um saruê, mais conhecido como gambá-de-orelha-preta, que estava no topo de um poste, no bairro Pioneiro, em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá).

A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada, por volta das 11h30, para realizar o resgate do animal no endereço indicado.

No local, os bombeiros constataram que o animal estava isolado e estressado no topo do poste urbano, em local de difícil acesso, a aproximadamente 10 metros de altura, com grande quantidade de fiação elétrica no entorno.

A equipe de salvamento do CBMMT, com o auxílio de um cesto aéreo da prefeitura, realizou o resgate e o manejo técnico do animal com total segurança. Após a captura, o saruê foi avaliado e, não sendo constatado nenhum tipo de lesão, foi transportado e devolvido ao seu habitat natural.

O Corpo de Bombeiros ressalta que, em casos envolvendo animais silvestres, o cidadão deve entrar em contato pelo número 193 para solicitar auxílio e, em nenhuma hipótese, tentar capturar o animal de forma indevida.

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O saruê, também conhecido como gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita), é um marsupial que desempenha papel importante no equilíbrio ecológico. Ele se alimenta de uma variedade de insetos, aracnídeos, roedores, cobras das quais é imune ao veneno e outros pequenos animais, auxiliando no controle de pragas e na manutenção dos ecossistemas.

Fonte: Governo MT – MT

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Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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