MATO GROSSO
Carol Brandalise lança primeiro EP autoral contemplado no edital MT Nascentes
MATO GROSSO
Misturando sonoridades com elementos da música contemporânea, a artista Carol Brandalise lançou seu primeiro álbum autoral. O EP ‘Questões de Existir’ foi contemplado no edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e pode ser conferido nas principais plataformas digitais de música (aqui).
“Tudo fluiu para mudar a minha forma de sentir e pensar musicalmente. Após anos atuando como intérprete, lançar um álbum autoral é uma realização”, revela Carol.
As composições foram feitas entre 2019 e 2021, inspiradas na intensidade das experiências que a artista viveu ao longo de seus 37 anos. Graduanda do curso de música na UFMT, Carol traz no EP um apanhado de enfrentamentos e causas que a movem, como a natureza, a física, a filosofia, as causas sociais, políticas e psicológicas.
Para Carol, o álbum instiga a percepção do ouvinte por meio de metáforas, que podem representar diferentes contextos e abordagens filosóficas, a exemplo de “Realidade e Ilusão”, baseada no mito da caverna de Platão.
Além do álbum, a artista prevê o lançamento de um clipe ainda neste ano. Seus trabalhos também estão disponíveis no Instagram @carolbrandalisemusica e no canal do Youtube CarolBrandalise
MT Nascentes
A seleção pública promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), com recursos da Lei Aldir Blanc, contemplou praticamente todas as áreas, segmentos e linguagens artísticas e culturais em Mato Grosso.
Ao longo do período de execução, mais de 430 projetos selecionados movimentaram o cenário cultural em todos os cantos do Estado e, ao mesmo tempo, ajudaram a reduzir os impactos da pandemia junto aos trabalhadores do setor.
MATO GROSSO
Procurador destaca avanço do MPMT no combate ao desmatamento ilegal
A responsabilização rápida de autores de desmatamento ilegal e queimadas foi um dos temas abordados pelo procurador de Justiça Gerson Barbosa em entrevista ao programa MP por Elas, realizada na sexta-feira (7), durante a Exposul, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá). O membro do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou ferramentas e projetos que têm fortalecido a proteção ambiental no estado.Segundo o procurador, que é coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Desmatamento Ilegal e Queimadas (Gaediq), a preocupação do Ministério Público com a proteção ambiental não é recente. Ele lembrou que o MPMT foi pioneiro na utilização de tecnologias de monitoramento por satélite para identificar desmatamentos e queimadas, iniciativa que acabou servindo de referência para outros estados brasileiros. “O Gaediq foi criado em 2024 e o que ele busca é a responsabilização criminal dos degradadores, dos poluidores”, explicou.De acordo com o procurador de Justiça, a estrutura atual é resultado de uma série de ações desenvolvidas ao longo dos anos, incluindo convênios firmados com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), grupos especializados de investigação ambiental e projetos voltados à recuperação de áreas degradadas.Entre os avanços destacados está o projeto Água para o Futuro, criado pelo MPMT em 2016 e reconhecido internacionalmente pela atuação na proteção de nascentes e da vegetação ao seu redor.O procurador de Justiça Gerson Barbosa também ressaltou a criação do Sistema de Cálculo do Dano Ambiental (Siscalc), ferramenta que tem contribuído para dar mais agilidade aos processos de reparação ambiental. “Antigamente, esses cálculos demoravam em média 136 dias. Hoje, com o Siscalc, são feitos em 20 minutos”, afirmou.Durante a entrevista, Gerson Barbosa também esclareceu uma dúvida recorrente sobre a diferença entre o desmatamento autorizado e situações em que a regularização é buscada apenas após a supressão da vegetação.Ele explicou que o desmatamento legal exige licenciamento prévio e autorização dos órgãos ambientais antes de qualquer intervenção. Já nos casos em que a vegetação é retirada sem autorização, a posterior apresentação de documentos ou projetos de recuperação não elimina a infração.“Mesmo que depois ele apresente um projeto de área degradada ou o requerimento do CAR, ele responderá administrativa e criminalmente”, enfatizou.Alerta para o ponto de não retorno – outro tema abordado foi o chamado “ponto de não retorno”, conceito utilizado por pesquisadores para descrever um estágio crítico de degradação ambiental em que os ecossistemas deixam de conseguir se recuperar naturalmente.Segundo Gerson Barbosa, Mato Grosso vive uma situação especialmente preocupante por concentrar três importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Pantanal.“O ponto de não retorno é um limite crítico apontado por estudos científicos. Ao atingirmos esse ponto, não teremos mais um meio ambiente ecologicamente equilibrado”, alertou.De acordo com o procurador, os efeitos desse cenário incluem alterações no regime de chuvas, períodos prolongados de estiagem, perda de habitats naturais e prejuízos ambientais irreversíveis.Exposul – O MPMT esteve presente na 52ª Exposul, em Rondonópolis, com ações de conscientização e uma edição especial do projeto Diálogos com a Sociedade. Durante toda a semana foram realizadas entrevistas ao vivo em um estúdio instalado próximo à arena de rodeio do Parque de Exposições Wilmar Peres. Além disso, o Ministério Público promoveu uma exposição fotográfica em homenagem à memória de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso, com o objetivo de sensibilizar os visitantes do evento sobre a gravidade da violência de gênero e reforçar a importância do engajamento permanente da sociedade na prevenção desses crimes.
Fonte: Ministério Público MT – MT



