POLITÍCA NACIONAL
CCT aprova subcomissão para acompanhar o desenvolvimento de vacinas
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Ciência e Tecnologia e Informática (CCT) aprovou nesta quarta-feira (12) a criação de uma subcomissão permanente para acompanhar o desenvolvimento científico e tecnológico de vacinas de interesse nacional. O colegiado deverá acompanhar pesquisas, projetos estratégicos, financiamento e produção de vacinas, além de promover o diálogo entre pesquisadores, empresas, órgãos públicos e agências de fomento.
Segundo o autor do requerimento (REQ 84/2026), senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), a subcomissão criará um espaço permanente para aproximar o Senado da comunidade científica, do setor produtivo e dos órgãos governamentais envolvidos no desenvolvimento de vacinas. Entre as atribuições estão identificar obstáculos científicos, tecnológicos, regulatórios, produtivos e de financiamento e propor medidas para acelerar projetos e fortalecer a capacidade nacional de pesquisa, inovação e produção.
Pontes afirmou que a capacidade de desenvolver e produzir vacinas é importante para a soberania científica, tecnológica e sanitária do país. Segundo ele, apesar dos recursos destinados ao desenvolvimento de vacinas, não há no Congresso um mecanismo permanente para acompanhar esses projetos, inclusive quanto aos recursos necessários para sua execução.
— O acompanhamento sistemático desses projetos pelo Poder Legislativo poderá contribuir para identificar esses entraves, estimular a construção de soluções e subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da capacidade nacional de pesquisa, desenvolvimento, inovação e produção de vacinas — disse.
Outros debates
A CCT aprovou ainda dois requerimentos para audiências públicas, que terão as datas definidas posteriormente.
O REQ 86/2026, do presidente da comissão, senador Flávio Arns (PSB-PR), prevê debate sobre a criação de um Centro de Terapia Celular voltado ao desenvolvimento de terapias regenerativas para doenças neurológicas, como Alzheimer, demência e Parkinson. Segundo Arns, apesar dos avanços da medicina, a maioria dessas doenças ainda não dispõe de tratamento que atue sobre suas causas.
Já o REQ 87/2026, de Pontes, prevê audiência sobre o Programa Nacional de Drones. De acordo com o senador, a expansão do uso de drones tem impacto no desenvolvimento tecnológico, econômico e social do país, e o debate deverá abordar as diretrizes e os objetivos do programa e as medidas necessárias para o uso seguro e responsável desses equipamentos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Medida libera R$ 3,5 bi extras para habitação e crédito a microempresas
A Presidência da República editou uma medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 3,5 bilhões no Orçamento para programa de habitação popular e acesso a crédito para micros e pequenas empresas. A MP 1.385/2026 foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (13).
A maior parte dos recursos, R$ 2,75 bilhões, foi destinada a encargos financeiros sob supervisão do Ministério da Fazenda. Essa parcela será usada para a integralização de cotas de dois fundos garantidores:
- R$ 2 bilhões para o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC-FGI), voltado a microempresários individuais (MEIs) e a micro, pequenas e médias empresas;
- R$ 750 milhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
O valor restante de R$ 750 milhões será destinado ao Ministério das Cidades para a integralização de cotas do Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), dentro do programa Moradia Digna. O programa financia melhorias em moradias de famílias de baixa renda vivendo em assentamentos urbanos informais passíveis de regularização. A medida provisória prevê um acréscimo de 87 mil unidades por ano no volume contratado da programação do FGHab.
A MP já está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para ser convertida em lei e não perder a validade.
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



