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Casa Silva Freire inicia temporada 2024 com diversas atividades

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A Casa de Cultura Silva Freire inicia, a partir de fevereiro, a temporada de 2024 com oficinas de experimentação poética, visitas mediadas, exposição e lives com transmissão online. Com fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a instituição preparou uma programação especial e prevê um mergulho na produção intensivista do poeta Benedito Santana da Silva Freire e nos fazeres artísticos.

Fazem parte do programa educativo as visitas mediadas à exposição que apresenta um recorte da vida e obra do poeta e ao Centro de Documentação que abriga o Acervo Silva Freire. Pensada de acordo com os diversos públicos, a visitação mediada está aberta para crianças, jovens, adultos e ainda grupos.

Nas visitas com o público infantil são realizadas oficinas com a utilização da metodologia participativa, em que as crianças são convidadas a conhecer o universo do poeta e experimentar os princípios do Intensivismo, vanguarda literária mato-grossense que propõe uma relação singular com a palavra escrita.

Nas visitas de jovens e adultos o objetivo é explorar e mediar o contato entre o visitante e as obras do poeta Silva Freire, possibilitando maior imersão e interação na exposição permanente da Casa.

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Grupos de estudantes, professores, pesquisadores e demais pessoas interessadas em pesquisar os documentos do Acervo Silva Freire também poderão agendar suas visitas. O agendamento pode ser feito pelo telefone (65) 2129-6002 ou pelo e-mail [email protected]. As visitas espontâneas podem ser feitas de segunda a sexta-feira de 13h às 18h.

Durante o mês de fevereiro serão ofertadas também oficinas de experimentação poética com o escritor Caio Ribeiro, com a finalidade de fomentar e provocar a criação de textos alinhados ao Intensivismo. As informações para inscrições serão divulgadas posteriormente.

A programação inclui ainda a 2ª edição da série ‘Conversas ao pé do Cajueiro’, que reúne artistas, pensadores, pesquisadores e pessoas das comunidades para debater temas diversos. O primeiro encontro está marcado para o dia 23 de fevereiro, às 17h, e terá como tema “A Cuiabania e a Emergência Climática”.

Com novo formato e cenário, os episódios seguem sob mediação da professora e filósofa Maurília Valderez do Amaral e transmitidos pelo canal da Casa Silva Freire no Youtube.

“O objetivo desta temporada é ampliar o impacto social possibilitando que mais pessoas tenham acesso à cultura, arte e educação a partir da obra de Silva Freire e da produção do Intensivismo”, explica a diretora da Casa, Larissa Silva Freire Spinelli.

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A Casa Silva Freire

Localizada na Rua Cândido Mariano, número 707, no Centro Histórico de Cuiabá, a Casa abriga o acervo literário do poeta Benedito Sant’Ana da Silva Freire e a produção do Movimento Intensivismo e Poema//Processo.

A associação sem fins lucrativos é Ponto de Cultura e Ponto de Memória reconhecida pelo IBRAM. Fundada em 8 de abril de 2010, sua finalidade é preservar e difundir a obra do poeta por meio da promoção e incentivo à cultura, educação, literatura, arte e ciências em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Curso sobre letramento racial promove equidade no ambiente institucional do PJ

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Banner do Curso de Letramento Racial e Antirracismo do TJMT. A arte tem tons de marrom e sépia e tem as imagens de uma mulher preta de perfil, de uma mão negra de punho cerrado, da balança da Justiça e do mapa de Mato Grosso.Um ambiente institucional com equidade vai além do tratamento igualitário. Reconhece as necessidades individuais, oferecendo suporte para que todos tenham oportunidades reais de desenvolvimento. Buscando transformar a cultura organizacional da instituição em um modelo que promova justiça, acolha a diversidade e garanta que as barreiras estruturais sejam superadas, o Poder Judiciário de Mato Grosso vem adotando práticas e políticas antirracistas. Entre elas, cursos e capacitações sobre Letramento Racial e Práticas Antirracistas.
Um novo módulo da capacitação online teve início nesta segunda-feira (15/06) e prossegue até quinta (19), das 8h às 12h. Voltado a magistrados, servidores e colaboradores da Justiça Estadual, o curso é ministrado pela professora e pesquisadora Silviane Ramos Lopes da Silva, doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A pesquisadora lembrou que para falar de racismo estrutural é preciso primeiro revisitar a história do Brasil, a fim de se compreender que o racismo não é apenas um preconceito, mas uma base sobre a qual instituições, a economia e a cultura foram organizadas. A colonização e a escravidão deixaram ao país uma herança histórica e econômica, já que, após a abolição, o Estado não promoveu políticas de inclusão, o que resultou na marginalização da população negra. “Foram usadas diferenças corporais, como fenótipo, cor da pele e textura de cabelo, para criar desigualdades e legitimar a superioridade de um grupo sobre o outro”, pontuou.
Silviane destacou ainda o que chamou de “ponto cego nacional por conta do analfabetismo racial “ essa ideia equivocada da coisificação dos corpos negros e indígenas , e o discurso de que somos todos iguais não coadunam . Essa narrativa que suaviza a não existência de racismo no Brasil, é uma estratégia da branquitude para enfraquecer os movimentos negros , indígenas a não se organizarem . Nada foi dado a população negra e indígena. Os povos indígenas são donos da terra e os negros foram arrancados de África sem escolhas, a organização da comunidade e imprescindível em para garantir vida digna, ressaltou.
Corpo branco, pele clara, traços finos, cabelo liso são vistos como norma ou padrão, sem mistura. Já negros e indígenas são vistos como diferentes. Esse conceito de branquitude define a identidade racial, o lugar de privilégio e a posição de poder ocupada por pessoas brancas em uma sociedade estruturada pelo racismo. A pesquisadora deu como exemplo dessa branquitude os bairros nobres da cidade de São Paulo, considerados locais “de branco”. Nesses lugares, observou Silviane, o corpo negro só é normalizado se estiver exercendo uma função subalterna.
Letramento e dupla consciência
Pessoas brancas podem desenvolver letramento racial por meio da “Dupla Consciência”. Isso ocorre quando o indivíduo adquire a capacidade de olhar para a sociedade e para os próprios privilégios, através das lentes da experiência negra. Conforme pesquisa trazida por Silviane, apesar de ser impossível “vestir a pele do outro”, é possível vivenciar a empatia profunda sem apropriação. Essa identificação estética e política pode vir, por exemplo, do engajamento com produções intelectuais, musicais e artísticas negras.
A capacitação traz ainda um conjunto de recursos para quem deseja ser um aliado na luta antirracista. Entre eles, reconhecer privilégios e o racismo internalizado, escuta qualificada e não universal, descentralizar-se, além de educação continuada.
O curso Letramento Racial e Práticas Antirracistas é promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Promoção da Equidade Racial, que tem entre suas atribuições coordenar e executar as ações previstas no Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, fomentar a representatividade racial no Judiciário, estimulando cursos e capacitações e disseminando práticas de combate ao racismo e de promoção da equidade racial.

Autor: Nadja Vasques

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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