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Centro Judiciário da Fazenda Pública amplia atuação e apresenta projetos à OAB-MT

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Seis pessoas sorriem em uma sala de reunião. Ao fundo, uma TV exibe o logo O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Fazenda Pública tem ampliado sua atuação como porta de entrada para a solução consensual de conflitos que envolvem o poder público em Mato Grosso. Com cobertura estadual e atendimentos presenciais e virtuais, a unidade oferece alternativa para cidadãos e advogados que buscam resolver demandas de forma mais ágil, tanto na fase pré-processual quanto em processos já em andamento.

Nesse cenário, a unidade recebeu, nesta quinta-feira (26), a visita de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). A comitiva das Comissões de Mediação, Arbitragem e Justiça Restaurativa e de Direito Administrativo foi recebida pelo juiz coordenador do Cejusc da Fazenda Pública, Bruno D’Oliveira Marques, e pela gestora judiciária Juliana Rose Ishikawa da Silva Campos.

O magistrado ressaltou que a proposta é consolidar um modelo permanente de diálogo institucional. “O Cejusc da Fazenda Pública foi estruturado para oferecer um ambiente técnico e seguro de construção de soluções consensuais envolvendo o poder público. Nosso objetivo é ampliar o acesso da sociedade a mecanismos mais céleres de resolução de conflitos, reduzindo litígios e promovendo segurança jurídica. A aproximação com a advocacia é fundamental para que esses instrumentos sejam cada vez mais utilizados”, afirmou.

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Durante a apresentação institucional, foram detalhados a criação do Cejusc pelo Provimento nº 27/2022 e sua instalação oficial em 2 de setembro de 2022, além da missão de mediar e conciliar conflitos que envolvem a administração pública municipal, estadual e o INSS, nos casos de benefícios acidentários. Também foi destacada a atuação em todo o Estado de Mato Grosso, com sede no Fórum de Cuiabá e estrutura preparada para atendimentos presenciais e virtuais.

A equipe apresentou ainda os termos de cooperação firmados para fomentar a resolução consensual de demandas envolvendo entes públicos. Entre eles, o Termo de Cooperação nº 32/2022, voltado à redução de litígios no contencioso administrativo e judicial tributário e não tributário do Estado de Mato Grosso.

Também foram expostos os avanços do Termo de Cooperação nº 04/2025, que institui práticas estruturadas de autocomposição em processos nos quais o Estado de Mato Grosso figure como parte, com previsão de fluxos diferenciados, maior celeridade e redução de custos. Entre os tipos de processos contemplados estão execuções individuais de sentenças coletivas de professores temporários da Seduc, discussões sobre FGTS em contratos temporários declarados nulos, abono de permanência de servidores civis e conversão em pecúnia de licença-prêmio e férias de servidores aposentados.

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Outro ponto apresentado foi o Termo de Cooperação nº 05/2025, que visa dar maior celeridade ao pagamento de peritos judiciais em processos com partes beneficiárias da justiça gratuita, por meio do encaminhamento para solução consensual no próprio Cejusc da Fazenda Pública.

A comitiva também conheceu as ações em andamento, como mutirões fiscais, semana da conciliação e mutirão de improbidade administrativa, além da estrutura física destinada ao atendimento do público e à realização das sessões de mediação.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio

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A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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