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CGE monitora consumo de combustível de veículos do Estado

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O uso do sistema CGE Alerta tem gerado resultados expressivos na gestão pública estadual, especialmente no controle do consumo de combustíveis. Em apenas um mês, o número de alertas de inconsistências nessa categoria diminuiu 74%, passando de 695 em janeiro para 181 em fevereiro. O sistema, desenvolvido pela Unidade de Inteligência da Controladoria Geral do Estado, tem se consolidado como uma ferramenta essencial para a eficiência e transparência na administração pública.

A trilha eletrônica de monitoramento de combustíveis permite identificar abastecimentos acima da média de consumo, contribuindo para uma melhor alocação dos recursos públicos e ajudando os gestores a tomarem decisões mais assertivas. “Com essa ferramenta, conseguimos verificar padrões de consumo, identificar condutores e postos com possíveis distorções e comparar dados entre unidades e órgãos”, explica o superintendente de Inteligência da CGE, Aprígio Guilherme Miranda de Freitas.

A análise é feita de forma rápida e automatizada: a trilha mapeia todos os abastecimentos realizados pelos veículos do estado em um período específico, segmenta os dados por modelo de veículo e tipo de combustível, calcula a média e a mediana de consumo e indica possíveis anomalias.

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Além da redução expressiva nos alertas de consumo de combustível em fevereiro, outras seis trilhas eletrônicas também apresentaram quedas significativas no volume de pendências. A inassiduidade habitual teve a maior redução, de 91,2%. As diárias sem prestação de contas diminuíram em 57%. Os convênios vencidos foram reduzidos em 47%. Já os adiantamentos sem prestação de contas caíram 42%. O número de alertas por abandono de cargo teve um recuo de 19,2%. Por fim, as férias acumuladas apresentaram uma queda de 6,6%.

Para o secretário Controlador-Geral do Estado, Paulo Farias, a ferramenta fortalece a governança pública e aprimora a gestão dos recursos. “Nosso foco principal é identificar riscos e gerar alertas para otimizar a administração pública. Além disso, o sistema também auxilia na detecção de eventuais desvios ou fraudes, que são encaminhados para auditoria específica”, afirma.

Desde sua implementação, há um ano, o CGE Alerta já emitiu 78.070 alertas, distribuídos em dez categorias. A ferramenta representa um avanço significativo na modernização dos processos de controle interno e reafirma o compromisso da Controladoria Geral do Estado com a eficiência administrativa, transparência e melhoria contínua dos serviços públicos.

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Fonte: Governo MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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