MATO GROSSO
Clarice Claudino da Silva toma posse e reafirma compromisso com a pacificação social
MATO GROSSO
O compromisso de estimular a cultura da paz na sociedade em detrimento da cultura do litígio foi reafirmado pela presidente empossada do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para o biênio 2023/2024, desembargadora Clarice Claudino da Silva. Em seu pronunciamento, durante solenidade de posse, na tarde desta segunda-feira (19 de dezembro), a magistrada afirmou a sua convicção de que a efetivação da Justiça Multiportas é o melhor caminho para a pacificação social.
O olhar para o ser humano foi um dos destaques do discurso da presidente recém-empossada. “Aqueles que me conhecem sabem do meu entusiasmo e do meu empenho na disseminação da cultura da pacificação social, por meio da implantação de políticas públicas e, também, da construção de soluções adequadas por meio do diálogo, da amorosidade e da compreensão do ser humano em sua integralidade. Esse é o foco, o cuidado com o ser humano. Sejam eles nossos magistrados, nossos servidores, nossos parceiros, os jurisdicionados, enfim, todas as pessoas que de uma forma ou de outra são alcançadas por nós e que merecem um tratamento adequado de acordo com a sua necessidade, em consonância com a legalidade e a justiça.”
Clarice Claudino agradeceu a desembargadora Maria Helena Póvoas, a quem teve a honra de suceder. “Sei de todos os esforços empreendidos por Sua Excelência em dirigir o Judiciário naquilo que eu chamo da pior fase de nossas vidas: uma pandemia que nos dividiu, que não nos permitiu olhar olhos nos olhos, que nos obrigou a tomar decisões sem experimentar a serenidade do contato humano. Obrigada, desembargadora, por cuidar de nós nessa época de tanta amargura e medo.”
A desembargadora Clarice Claudino é a terceira mulher a ser presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A primeira foi a desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato que comandou a instituição entre 1991 a 1993. Vinte e sete anos depois a desembargadora Maria Helena Póvoas foi eleita presidente para o biênio 2021 a 2022.Fonte: Tribunal de Justiça de MT
MATO GROSSO
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT


