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Cofinanciamento do Estado para assistência social dos municípios cresce 346% em quatro anos

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O Governo de Mato Grosso tem reconhecido a importância das ações de assistência social às famílias mais vulneráveis dos 141 municípios do Estado, e, por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), tem aumentado anualmente os investimentos no cofinanciamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Enquanto em 2019 o recurso destinado foi de R$ 6,5 milhões, para 2023 a previsão de investimento é de R$ 28,9 milhões, o que representa um aumento de 346,83% em quatro anos. 

Os dados foram apresentados pela secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho, durante a 5ª Reunião Ordinária da Comissão de Intergestores Bipartite do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), nesta semana.

Conforme Rosamaria, o Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS), que é composto por recursos repassados pelos governos federal e estadual para o custeio de diversos programas e ações, também registrou incremento de 433% do orçamento de 2019 para o 2023, cuja previsão é de R$ 56.322.855,00 somente de recursos estaduais. E junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento de Financiamento (BIRD), a Setasc obteve o valor 1,8 milhão de dólares para investir na Rede do Sistema Único de Assistência Social de Mato Grosso, que será um novo sistema de gestão da informação. 

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Durante a reunião, a secretária também lançou o Programa Estadual de Educação Permanente do SUAS-MT – o “Educa SUAS-MT”, que terá início em 2023. O programa compõe o plano estadual, cuja ação inicial foi a criação da Escola do SUAS, no formato de educação à distância (EAD), com início a partir de 2023.

De acordo com Rosamaria Carvalho, os avanços foram possíveis graças a estruturação e organizacional da Secretaria Adjunta de Assistência Social, com a criação de superintendências e coordenadorias com as funções essenciais da Gestão do SUAS; dos instrumentos de planejamento com a implantação do Plano Estadual de Assistência Social com um Diagnóstico Socio territorial; da criação do Comitê intersetorial de acompanhamento  e monitoramento da Política Nacional População em Situação de Rua (CIAMP RUA), além da lei que institui a Política Estadual de Assistência Social, publicada em janeiro deste ano.

“Mesmo com os desafios de ordem territorial e de diversidades regionais, registramos resultados e avanços que foram conquistados com muito esforço e dedicação de toda a equipe técnica da Setasc, em parceria com os 141 municípios”, destacou a secretária adjunta de Assistência Social, Leicy Vitório.

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Fonte: GOV MT

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Novo sistema tributário exigirá atenção de estados produtores, afirma secretário

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O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, afirmou nesta sexta-feira (24.4) que a Reforma Tributária impõe desafios relevantes aos estados com economia voltada à produção, como Mato Grosso. A declaração foi feita durante palestra aos Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), em Cuiabá.

O encontro, promovido pela Associação dos Auditores Públicos Externos do TCE-MT (Audipe), integrou a programação alusiva ao Dia do Auditor de Controle Externo e reuniu representantes de instituições públicas para discutir os impactos do novo modelo de tributação na gestão pública.

Durante a apresentação, o gestor explicou que a principal mudança da reforma será a migração gradual para um sistema baseado no destino, no qual a arrecadação acompanha o local de consumo, e não mais a origem da produção.

“Nós somos um estado com uma economia muito dinâmica, mas voltada à produção, não tanto ao consumo. Como o eixo da tributação será esse novo IVA, isso exige um olhar atento”, afirmou.

Ao abordar o cenário estadual, ele destacou que Mato Grosso ampliou receitas nos últimos anos sem elevar impostos. A alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi mantida em 17%, enquanto outras unidades da federação promoveram reajustes no mesmo período.

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“O crescimento médio do Brasil foi de 60%, enquanto Mato Grosso cresceu 104% entre 2019 e 2024”, disse.

Também foi ressaltado que a revisão da política de incentivos fiscais contribuiu para estimular a industrialização e ampliar investimentos privados. Atualmente, o Estado possui 18 plantas de etanol e lidera a produção nacional de etanol de milho, além de frigoríficos, unidades de biodiesel e algodoeiras em operação.

Na palestra, o secretário explicou ainda que 2026 marca o início da fase de transição do novo sistema, com destaque de Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) nos documentos fiscais e adequações por parte das empresas. A substituição completa do ICMS e do ISS ocorrerá de forma gradual até 2033.

Ao final, destacou que o equilíbrio das contas públicas permitiu ampliar investimentos em saúde, educação, infraestrutura, segurança e habitação.

“O Estado consegue retornar para a sociedade todo o crescimento da arrecadação graças à gestão fiscal, ao equilíbrio das contas e ao controle do gasto público”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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