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Conciliar é legal: Cejusc da Infância garante início imediato de obras no entorno do Pomeri

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A operação tapa-buracos nas ruas que cercam o Complexo Pomeri começou na terça-feira (04), enquanto a audiência de conciliação, que teve início na segunda-feira (03), ainda estava em andamento no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Infância e Juventude de Cuiabá. A ação emergencial de tapa-buracos foi definida durante reunião entre o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e representantes do Governo do Estado, conduzida pela juíza coordenadora do Cejusc, Leilamar Aparecida Rodrigues, e integra o Mutirão “Conciliar é Legal”, que faz parte da programação da XX Semana Nacional da Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre os dias 3 e 7 de novembro.

Participaram da audiência a promotora de Justiça Daniela Crema da Rocha de Souza, da 19ª Promotoria Cível de Cuiabá, e de forma on-line representantes das secretarias estaduais de Infraestrutura (Sinfra), Planejamento e Gestão (Seplag), Justiça e Direitos Humanos (Sejus) e Casa Civil.

O Complexo Pomeri, localizado no bairro Planalto, abriga o Juizado da Infância e Juventude, Promotorias da Infância e Juventude, Defensoria Pública, Delegacias Especializadas de Defesa da Criança e do Adolescente (DEDDICA) e de Atendimento a Adolescentes (DEA), além dos Centros de Atendimento Socioeducativo masculino e feminino.

Ao final da audiência, ficou pactuado que o Estado apresentará, em até 60 dias, um plano completo de urbanização da área, com calçadas acessíveis, iluminação, áreas de lazer e paisagismo, além de manter as ações emergenciais de limpeza e pavimentação já iniciadas.

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“O objetivo do Cejusc é construir soluções conjuntas que tragam resultados efetivos para o interesse público. Neste caso, a urbanização do entorno do Pomeri é essencial para garantir segurança e dignidade às pessoas que trabalham e circulam diariamente por ali”, destacou a juíza Leilamar Aparecida Rodrigues.

A promotora Daniela Crema da Rocha de Souza ressaltou que a medida é resultado de um longo diálogo entre as instituições. “O Ministério Público busca que o Estado cumpra as obrigações já assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), e proporcione condições dignas de acesso à população. Por meio da conciliação, conseguimos resultados concretos e ágeis”, comemora.

A reclamação pré-processual tramita no Cejusc da Infância e Juventude de Cuiabá, que atua como espaço de mediação entre instituições públicas em temas voltados à proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

“A conciliação é um instrumento que fortalece o diálogo entre os poderes e permite que o Estado e o Ministério Público encontrem caminhos efetivos para cumprir suas obrigações. Esse é o papel da Justiça na busca por soluções que beneficiem toda a sociedade”, analisou o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, que participou da abertura da XX Semana Nacional da Conciliação, realizada na tarde de segunda-feira no Fórum da Capital.

Conciliar é legal! – A XX Semana Nacional da Conciliação, que tem como lema “Conciliar é legal”, é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e envolve todos os tribunais do país com o objetivo de incentivar a solução consensual de conflitos. Em Mato Grosso, a campanha é coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), que conta com 49 Cejuscs em funcionamento no estado.

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A gestora do Cejusc da Infância e Juventude da Capital, Juliana Kido, agendou para esta semana 25 audiências relacionadas a casos que envolvem crianças e adolescentes encaminhados pelo MP por meio do Conselho Tutelar. Porém, a expectativa da juíza Leilamar é de que o número chegue a 30 audiências até sexta-feira (07), em razão das novas demandas que chegam diariamente.

Imagens: Élcio Evangelista e Juliana Kido

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Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso sobre letramento racial promove equidade no ambiente institucional do PJ

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Banner do Curso de Letramento Racial e Antirracismo do TJMT. A arte tem tons de marrom e sépia e tem as imagens de uma mulher preta de perfil, de uma mão negra de punho cerrado, da balança da Justiça e do mapa de Mato Grosso.Um ambiente institucional com equidade vai além do tratamento igualitário. Reconhece as necessidades individuais, oferecendo suporte para que todos tenham oportunidades reais de desenvolvimento. Buscando transformar a cultura organizacional da instituição em um modelo que promova justiça, acolha a diversidade e garanta que as barreiras estruturais sejam superadas, o Poder Judiciário de Mato Grosso vem adotando práticas e políticas antirracistas. Entre elas, cursos e capacitações sobre Letramento Racial e Práticas Antirracistas.
Um novo módulo da capacitação online teve início nesta segunda-feira (15/06) e prossegue até quinta (19), das 8h às 12h. Voltado a magistrados, servidores e colaboradores da Justiça Estadual, o curso é ministrado pela professora e pesquisadora Silviane Ramos Lopes da Silva, doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A pesquisadora lembrou que para falar de racismo estrutural é preciso primeiro revisitar a história do Brasil, a fim de se compreender que o racismo não é apenas um preconceito, mas uma base sobre a qual instituições, a economia e a cultura foram organizadas. A colonização e a escravidão deixaram ao país uma herança histórica e econômica, já que, após a abolição, o Estado não promoveu políticas de inclusão, o que resultou na marginalização da população negra. “Foram usadas diferenças corporais, como fenótipo, cor da pele e textura de cabelo, para criar desigualdades e legitimar a superioridade de um grupo sobre o outro”, pontuou.
Silviane destacou ainda o que chamou de “ponto cego nacional por conta do analfabetismo racial “ essa ideia equivocada da coisificação dos corpos negros e indígenas , e o discurso de que somos todos iguais não coadunam . Essa narrativa que suaviza a não existência de racismo no Brasil, é uma estratégia da branquitude para enfraquecer os movimentos negros , indígenas a não se organizarem . Nada foi dado a população negra e indígena. Os povos indígenas são donos da terra e os negros foram arrancados de África sem escolhas, a organização da comunidade e imprescindível em para garantir vida digna, ressaltou.
Corpo branco, pele clara, traços finos, cabelo liso são vistos como norma ou padrão, sem mistura. Já negros e indígenas são vistos como diferentes. Esse conceito de branquitude define a identidade racial, o lugar de privilégio e a posição de poder ocupada por pessoas brancas em uma sociedade estruturada pelo racismo. A pesquisadora deu como exemplo dessa branquitude os bairros nobres da cidade de São Paulo, considerados locais “de branco”. Nesses lugares, observou Silviane, o corpo negro só é normalizado se estiver exercendo uma função subalterna.
Letramento e dupla consciência
Pessoas brancas podem desenvolver letramento racial por meio da “Dupla Consciência”. Isso ocorre quando o indivíduo adquire a capacidade de olhar para a sociedade e para os próprios privilégios, através das lentes da experiência negra. Conforme pesquisa trazida por Silviane, apesar de ser impossível “vestir a pele do outro”, é possível vivenciar a empatia profunda sem apropriação. Essa identificação estética e política pode vir, por exemplo, do engajamento com produções intelectuais, musicais e artísticas negras.
A capacitação traz ainda um conjunto de recursos para quem deseja ser um aliado na luta antirracista. Entre eles, reconhecer privilégios e o racismo internalizado, escuta qualificada e não universal, descentralizar-se, além de educação continuada.
O curso Letramento Racial e Práticas Antirracistas é promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Promoção da Equidade Racial, que tem entre suas atribuições coordenar e executar as ações previstas no Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, fomentar a representatividade racial no Judiciário, estimulando cursos e capacitações e disseminando práticas de combate ao racismo e de promoção da equidade racial.

Autor: Nadja Vasques

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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