MATO GROSSO
Conselheiro destaca ações do TCE-MT em reunião técnica com Governo de Minas Gerais
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| Crédito: Christiano Antonucci/Secom – MT |
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| Conselheiro Waldir Teis em reunião com representantes do Governo de MG, conduzida pelo Executivo de MT. |
O presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Waldir Teis, destacou o papel do órgão no avanço de pautas voltadas à proteção da população, incluindo a melhoria do sistema penitenciário, durante reunião técnica conduzida pelo Goverdo do Estado com representantes do Executivo de Minas Gerais.
Na ocasião, foram apresentadas as boas práticas realizadas em Mato Grosso como as ações para pôr fim ao déficit de vagas e a construção e reforma de novos blocos prisionais. A questão do fornecimento de refeições de qualidade, assegurada por uma mesa técnica promovida pelo TCE-MT em 2023, também foi discutida.
“Ao promovermos a cooperação institucional, estamos ampliando os resultados na área de Segurança Pública. Esse foi o objetivo da mesa técnica, assim como de outros debates que vêm ocorrendo no Tribunal, relacionados ao atendimento em saúde nas penitenciárias e ao uso da mão de obra dos reeducandos”, afirmou o conselheiro Teis.
Ele também ressaltou que, frente aos crescentes índices de criminalidade, a ressocialização é uma estratégia crucial para garantir a segurança da população e a eficácia das ações governamentais. “Do ponto de vista orçamentário, a inserção dos reeducandos no mercado de trabalho reduz o custo para o estado”, completou.
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, enfatizou que as medidas implementadas em Mato Grosso servem de exemplo para o restante do país, destacando que o estado é o único no Brasil a zerar o déficit de vagas no sistema prisional, graças a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado por diversas instituições em 2020.
“Nossa intenção é aprender com essa experiência na construção dos presídios, que custaram 40% menos e foram concluídos em menos tempo. Além disso, essas unidades já são entregues com tecnologia de ponta, garantindo uma operação mais segura e com a necessidade de menos agentes penitenciários”, destacou Simões.
| Crédito: Christiano Antonucci/Secom – MT |
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| Comitiva conheceu boas práticas de Mato Grosso. |
Na ocasião, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, mencionou o esforço conjunto dos órgãos públicos e sublinhou a importância do intercâmbio de informações. “Ao compartilharmos experiências com outros estados, aprendemos muito e podemos disseminar nossas práticas, contribuindo para a construção de um país melhor”, afirmou.
O secretário de Segurança Pública em exercício, coronel PM Héverton Mourett, também comentou sobre os avanços: “Reduzimos o déficit de seis mil vagas para um excedente de mais de 800, graças à entrega dos novos blocos. Essa conquista só foi possível pela colaboração entre os poderes, que firmaram acordos para alcançar esses resultados.”
A Penitenciária Central do Estado (PCE), a primeira unidade estadual de segurança máxima, foi completamente reconstruída com base no TAC. A unidade, que anteriormente contava com 870 vagas, agora oferece 3.318 vagas em um novo complexo construído no mesmo espaço, conforme explicou o secretário adjunto de Administração Penitenciária da Sesp-MT, Jean Gonçalves. A PCE conta ainda com 54 celas (46 individuais e 8 duplas), totalizando 62 vagas, além de estar equipada com mais de 120 câmeras de monitoramento com central própria de controle.
A reunião também contou com a participação do senador Jayme Campos, da defensora pública-geral, Maria Luziane Ribeiro de Castro, do promotor de justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Mauro Zaque, além dos secretários adjuntos da Sesp coronel Fernando Carneiro Tinoco (Integração Operacional) e tenente-coronel Thiago Vinicius Pinheiro (Administração Sistêmica), bem como do secretário e do consultor jurídico da Comissão do TCE-MT, Edson José da Silva e Alan Kiszewski Melo, respectivamente.
Após a reunião, a comitiva realizou uma visita in loco à Penitenciária Central do Estado (PCE), onde teve a oportunidade de observar de perto as instalações, as melhorias realizadas, o funcionamento dos novos blocos, além da fábrica de pré-moldados que emprega mais de 200 reeducandos e os processos de ressocialização em andamento.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT com informações Assessoria de Comunicação/Sesp-MT
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Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT





