MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros intensifica buscas por homem desaparecido em área de mata
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) intensificou as buscas por um homem de 38 anos, que desapareceu na quarta-feira (22.4), em uma área de mata próxima a uma fazenda localizada a cerca de 80 km da zona urbana de Paranatinga (a 385 km de Cuiabá).
As buscas foram intensificadas nesta segunda-feira (27.4), com uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e reforços de mais militares em equipes e uso de recursos tecnológicos.
A 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada na quinta-feira (23.4), por volta das 9h, via Central de Operações do Corpo de Bombeiros (COB), com a informação do desaparecimento da vítima. Uma equipe composta por cinco bombeiros militares se deslocou até a sede da fazenda.
No local, foi iniciada a organização das buscas, com o apoio de voluntários, utilizando caminhonetes, motocicletas e realizando buscas a pé pela área. Durante os trabalhos, foram encontrados indícios de pegadas próximas a um córrego, porém a vítima não foi localizada.
No sábado (25.4) e no domingo (26.4), as equipes deram continuidade às buscas com varreduras intensivas em diferentes pontos da propriedade, incluindo áreas de mata fechada e regiões de difícil acesso. As ações contaram com o uso de drones dos funcionários da fazenda para reconhecimento aéreo e equipes em solo, ampliando a área coberta durante os dois dias de operação, porém, não foram encontrados novos vestígios da vítima.
Na segunda-feira (27.4), as buscas foram intensificadas com início das atividades às 6h40, após reunião de alinhamento no Posto de Comando, com o reforço das equipes e dos recursos operacionais, incluindo o apoio aéreo do Ciopaer, que sobrevoou a área durante a manhã e a tarde.
Também foram empregados drones com sensores térmicos, utilizados ao longo do dia e no período noturno, com o objetivo de identificar possíveis sinais em áreas de vegetação fechada.
Em solo, o trabalho foi reforçado pelo emprego de cães farejadores, além de equipes formadas por bombeiros e voluntários que realizaram buscas em diferentes pontos da área. A operação contou ainda com o apoio de viaturas, motocicletas, caminhão e maquinário da própria fazenda para dar suporte às equipes.
Apesar do empenho das equipes e do uso de recursos tecnológicos, a vítima não foi localizada até o encerramento das atividades do dia. As operações de busca foram retomadas na manhã desta terça-feira (28.4).
Fonte: Governo MT – MT
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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



