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Detran promove 1º Curso de Aprimoramento dos Processos de Vistoria e Identificação Veicular para credenciados

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A Escola Pública de Trânsito do Detran realizou, ao longo da semana, de 19 até esta sexta-feira (23.5), o 1º Curso de Aprimoramento dos Processos de Vistoria e Identificação Veicular. Participaram da capacitação 18 colaboradores de empresas de vistoria veicular credenciadas junto ao Detran.

O curso teve duração de 40 horas/aula. Foram ministradas aulas com temas como: introdução à vistoria veicular, responsabilidade administrativa do vistoriador veicular, normas e requisitos para a realização da vistoria veicular, sistema RENAVAM aplicado às funções da vistoria veicular, registro digital da vistoria veicular realizada pelas empresas credenciadas, como identificar adulteração de item de identificação veicular, além da parte prática da vistoria veicular.

O gerente da Vistoria do Detran, Ademar Carlos Schultz, é um dos professores que ministrou a maioria do conteúdo do curso e fala sobre a importância da capacitação destinada às empresas credenciadas.

“O objetivo é qualificar esses vistoriadores credenciados que prestam serviço à sociedade em nome do Detran para que realizem o serviço de acordo com as regras, oferecendo um serviço de vistoria no mesmo padrão e diretrizes do Detran”, enfatizou.

A vistoriadora Maria Izabel dos Santos Rodrigues, colaboradora da empresa de vistoria Objetiva, de Campo Novo dos Parecis, acredita que a capacitação veio para aprimorar seu conhecimento na execução do serviço de vistoria.

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“Esse curso foi importante para agregar conhecimento, principalmente na identificação de fraude veicular, de falsificação de chassi, de motor, para identificar veículos com fraude no ato da vistoria e o que fazermos nessas situações. Foi uma capacitação importante pois também tivemos oportunidade de sanar algumas dúvidas de situações do nosso dia a dia na vistoria”, falou.

Segundo a coordenadora da Escola Pública de Trânsito, Renata Freitas, a formação continuada dos colaboradores das empresas credenciadas de vistoria é fundamental para a melhoria dos processos e dos serviços prestados ao cidadão.

“O Detran está investindo nesse processo de educação, de formação continuada dos colaboradores credenciados junto à Autarquia, na perspectiva de melhorar os serviços prestados a toda população. O curso é uma estratégia para fomentar a segurança viária no Estado, uma vez que a vistoria veicular é um dos requisitos fundamentais para garantir um trânsito seguro, na medida em que certifica a circulação de veículos em condições regulares”, destacou.

O vistoriador Rodrigo Alexandre Buzzi, da empresa Autovisão, de Sinop, disse que a parceria do Detran com as empresas credenciadas é importante para aprimorar a prática da vistoria veicular. “Muitas vezes cometemos erros por não ter o conhecimento. E essa capacitação vai nos ajudar muito na prática do dia a dia do nosso serviço. Vamos levar essas informações também para os demais vistoriadores da nossa empresa. Agradecemos ao Detran pela oportunidade de aprimorar nosso conhecimento e prestar um serviço cada vez melhor a população.

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A diretora de Fiscalização e Educação para o Trânsito do Detran, Adriana Carnevale, enfatizou a importância da capacitação continuada aos credenciados visando garantir que os serviços delegados pelo Detran sejam realizados de forma segura e eficiente.

Atualmente, o Detran conta com 57 empresas de vistoria veicular credenciadas junto ao órgão. O credenciamento das empresas iniciou na atual gestão, no ano de 2019, como forma de ampliar a possibilidade de escolha do cidadão de onde realizar o serviço de vistoria veicular no Estado, seja através das empresas ou nas unidades do Detran de Mato Grosso.

Tecnologia

Para obter maior segurança e transparência no processo, desde 2023 as vistorias veiculares realizadas pelas empresas credenciadas ocorrem de forma eletrônica, com apoio de um sistema de inteligência artificial.

O sistema permite ao Detran o georreferenciamento para identificação, em tempo real, do horário e local onde está sendo realizada a vistoria pelas empresas. O objetivo é inibir adulteração e clonagem, através dos mecanismos de segurança, sendo realizada a verificação eletrônica da regularidade do chassi conforme os padrões internacionais, motor, marca, modelo e cor.

Fonte: Governo MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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