MATO GROSSO
Crianças e adolescente se reúnem em 6º Intercâmbio de Programas Agentes Mirins de MT
MATO GROSSO
Quase 500 crianças e adolescentes que integram o programa social Agente Mirim, conduzido em diversas cidades de Mato Grosso por policiais penais, se reuniram neste fim de semana em Campo Novo do Parecis no 6º Intercâmbio Cultural de Projetos Sociais Mirins.
O encontro reuniu o público infantojuvenil também de outros projetos das forças de segurança como o PM Junior e a Guarda Mirim de municípios mato-grossenses e ainda de Rondônia. Entre as cidades representadas estavam Tangará da Serra, Jauru, Sinop, Pontes e Lacerda, Campo Novo dos Parecis, Comodoro e Cerejeiras (RO), com quase 500 participantes.
O programa de prevenção às drogas Agente Mirim foi criado em 2016, na cidade de Campo Novo do Parecis, por um grupo de policiais penais que viu no crescente aumento de um público cada vez mais jovem envolvido com delitos, especialmente o tráfico de entorpecentes, a necessidade de criar atividades preventivas.
O policial penal Fábio Aguiar, idealizador do projeto, junto com os colegas, resolveu agir de forma preventiva, além de aproximar os demais setores de segurança pública dos jovens. “O projeto foi pensando com a missão de formar o cidadão na sua integralidade com a visão de se tornar um centro de formação de melhores cidadãos, com atividades cívicas e físicas, envolvendo noções de cidadania, respeito e responsabilidade”, explicou o idealizador.
O secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, visitou a sede do programa em Campo Novo do Parecis, e na abertura do encontro reforçou a importância de atividades semelhantes voltadas ao público jovem para evitar que crianças e adolescentes sejam cooptadas para práticas delituosas.
“Nós temos que ter todo o sistema de justiça criminal envolvido em atividades como essas que é também um enfrentamento à criminalidade. E projetos como esse, que envolvem atividades educativas e esportivas e apoiadas pela sociedade e com empenho de nossos servidores, nós vemos que podem fazer a diferença para afastar cada criança e adolescente de perigos como o aliciamento para o crime, para as drogas”, observou o secretário de Justiça.
O programa Agente Mirim é desenvolvido pelos servidores penitenciários em parceria com outros voluntários e também recebe doações da sociedade.
Inicialmente, o programa começou com um público infantojuvenil de um bairro com maior vulnerabilidade social em Campo Novo do Parecis, que ficava nas ruas durante o dia, enquanto os pais estavam trabalhando. Atualmente, as atividades atendem toda a comunidade.
A partir de 2021, o programa se expandiu e chegou a mais sete cidades de Mato Grosso, onde os policiais penais se organizaram, com apoio da sociedade civil e voluntários, para desenvolver as atividades. Em 2021 foi criado em Mirassol D’Oeste e no ano seguinte em Barra do Garças. Em 2023, foi implantado nas cidades de Sorriso, Tangará da Serra e Sinop e, neste ano, em Rondonópolis e Araputanga.
Aluno do programa em Tangará da Serra, Vinicios Souza começou a frequentar as atividades do Agente Mirim em 2023. “Mudou muita coisa na minha vida, todos os instrutores nos ajudam muito, como também a nossas famílias”.
O 6º Intercâmbio Cultural do programa teve uma programação com atividades esportivas, marcha contra as drogas e instruções com equipes especializadas da Polícia Penal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. A programação contou ainda com imersão cultural na aldeia Quatro Cachoeiras, da etnia Paresí, com atividades de esporte na natureza, um sobrevoo de helicóptero e o famoso futebol de cabeça, dos povos indígenas.
Paralelo ao Intercâmbio Cultural dos projetos, a programação contou ainda com o 3º Workshop de Segurança Pública organizado pela Feconseg e Conseg de Campo Novo dos Parecis, com exposições de materiais bélicos, viaturas e equipamentos táticos de equipes da Secretaria de Estado de Justiça (Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Políticas sobre Drogas); Secretaria de Segurança Pública, Polícia Comunitária, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil.
Atividades do Agente Mirim
Os participantes têm a oportunidade de conhecer, por meio de conversas e instruções os órgãos de segurança pública, empresariado, Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, Corpo de Bombeiros, sociedade civil, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, profissionais liberais, entre outros.
Há também atividades extras, com participação em campanha de trânsito, campanha de combate à dengue, exposição agropecuária, campanhas de combate às drogas, campanha contra o abuso sexual, entre outras.
O diferencial do projeto é a participação da família junto com as crianças e adolescentes, como forma de envolvê-los nas atividades.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais neste sábado (10)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.
Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
Fonte: Governo MT – MT



