MATO GROSSO
Cuiabá dos Meus Encantos: Poder Judiciário presta homenagem aos cuiabanos raiz e de coração
MATO GROSSO
Em 8 de abril de 1719, Pascoal Moreira Cabral assinava a ata da fundação de Cuiabá, no local conhecido como Forquilha, às margens do rio Coxipó. Neste sábado, quando a capital comemora 304 anos, magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, prestam sua homenagem à terra acolhedora que a todos recebe.
“Tenho no aniversário de Cuiabá mais uma grande oportunidade de agradecer o calor humano, a afetuosidade e a gentileza com que sempre fui recebida. Tenho a cuiabania enraizada na minha vida, embora eu seja mato-grossense do interior do Estado. Aqui estão as sete preciosidades que me foram dadas por Deus na minha vida, que são meus sete netos, o que por si só tem um valor imensurável. Cuiabá é uma cidade abençoada, um povo muito abençoado, que acolhe. Eu tenho muita gratidão por essa Cuiabá calorosa. Parabéns a essa gente maravilhosa, que com o coração aberto faz com que nós nos sintamos nascidos aqui, filhas e filhos de Cuiabá”.
“Me lembro com enorme saudade da infância com a minha família e das brincadeiras com os meus filhos debaixo das mangueiras, no bairro Popular. O viver cuiabano tem essa característica de alegria, simplicidade, de recepcionar calorosamente quem chega de fora, de sentar na calçada para conversar. Tudo com muita simplicidade. Mesmo com os avanços e essa vida acelerada dos dias de hoje, esse cuidar cuiabano, o linguajar que só Cuiabá tem, marca e acolhe a todos. Orgulho da terra onde nasci, criei meus filhos e me deu a oportunidade de prosperar”, comenta a magistrada.
A posse permitiu ao magistrado unir o trabalho dedicado ao Poder Judiciário e o oficio do magistério. “Cheguei em Cuiabá há 12 anos e logo me encantei pela cidade. Impossível resistir ao calor humano do cuiabano. E ainda tem a culinária, que lembra muito a gastronomia goiana, com as suas pamonhas, o pequi, o bolo de arroz. Sem dúvida é a culinária afetiva que nos remete a lembranças que aquecem o coração e nos fazem, com o tempo, nos sentirmos mato-grossenses e cuiabanos de coração.”
“A história da minha família é a história das famílias que cresceram com Cuiabá. Meus avós se casaram no quintal grande e de lá se mudaram para a região do Despraiado. Ainda me lembro das lamparinas a querosene e das crianças brincando às margens do córrego Despraiado. Meu avô era um visionário. Como pedreiro participou da construção da Igreja Nossa Senhora de Santana, em Chapada dos Guimarães, da construção da BR-070 para Cáceres, abriu as rodovias para Rondônia. Quando o direito ao voto foi instituído, meu avô ensinava as pessoas que não sabiam ler e escrever a decorar o desenho das palavras e dos números para marcar na cédula”, recorda Roberto Cyríaco.
MATO GROSSO
MPMT une instituições para criar rede de proteção às mulheres
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Nova Mutum, celebrou nesta sexta-feira (28) um protocolo de intenções para a implantação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Santa Rita do Trivelato (a 345 km de Cuiabá).
Assinaram órgãos do sistema de Justiça, da segurança pública, da administração municipal e entidades parceiras.
O protocolo formaliza a criação de um grupo de trabalho interinstitucional que atuará de forma articulada no planejamento e na execução de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar.
A proposta prevê reuniões periódicas para a definição de estratégias, o acompanhamento das ações e o fortalecimento da rede de atendimento às vítimas.
A Rede de Enfrentamento será composta pelo Ministério Público de Mato Grosso, Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Prefeitura de Santa Rita do Trivelato, Ordem dos Advogados do Brasil (25ª Subseção de Nova Mutum), Câmara Municipal, Defensoria Pública, Polícia Judiciária Civil, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Polícia Militar, além de representantes da sociedade civil e da rede de assistência social do município.
De acordo com a promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, a atuação integrada das instituições é essencial para ampliar a proteção das mulheres e garantir respostas mais eficazes aos casos de violência. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação conjunta. A construção dessa rede fortalece o diálogo entre as instituições, amplia o acesso das vítimas aos serviços de proteção e contribui para a implementação de ações preventivas e de acolhimento mais efetivas. Nosso objetivo é que as mulheres se sintam amparadas”, destacou a promotora.
Fonte: Ministério Público MT – MT



