MATO GROSSO
Cuiabá Underground ocorre neste sábado (14) com shows, exposições e feira gastronômica
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Música, artes plásticas, literatura, gastronomia. Neste sábado (14.05), a partir das 17h, a Casa Cuiabana abre as portas para o Cuiabá Underground, evento que reúne artistas e produtores culturais de várias frentes de atuação. A entrada custa R$ 25 na portaria.
O primeiro encontro desde o início da pandemia contará com apresentações das bandas Tonelada, Dyng Order, Makaira e Introspecto, além de feira de variedades, exposições e praça de alimentação.
“A ideia é disseminar a cultura underground e mostrar que o underground abrange todas as artes, vai muito além da música. E a Casa Cuiabana é um centro cultural que sempre acolheu o underground cuiabano, desde os anos 90”, explica Aldivan Farias Assad, o Jacaré, um dos organizadores do evento.
O evento, que estava programado para ocorrer antes da chegada da pandemia, teve que ser adiado inúmeras vezes. O Cuiabá Underground tem o intuito de apresentar a arte underground para um público mais jovem, explica Jacaré.
“Queremos atrair a atenção das novas gerações e apresentar o underground cuiabano. Por isso, começa cedo e termina cedo, não passará das 23h. É um bom momento para nos reunirmos e a Casa Cuiabana é o lugar certo. Nos intervalos dos shows teremos sorteios. Vamos sortear uma tatuagem do Beto Morales, uma diária, com almoço e direito a acompanhante, no Lago do Manso e uma mensalidade na Escola de Música Bateras Beat”, adianta.
A Casa Cuiabana está localizada na Avenida General Valle, 181, bairro Bandeirantes.
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Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



