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Curso mobiliza magistratura eleitoral com temas inovadores e inclusivos

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Magistrados e magistradas eleitorais mato-grossenses que estão fazendo o Curso de Aperfeiçoamento da Magistratura Eleitoral participam, nesta sexta-feira (17.10), do segundo encontro presencial da iniciativa. A participação dos juízes e juízas se deu por meio de videoconferência, viabilizada pelo Tribunal, na Sala de Reuniões e Audiências, em Cuiabá. 

 

Ao todo, o segundo encontro, que ocorre durante todo o dia, conta com aproximadamente 400 pessoas, que acompanham de modo virtual, em todo o Brasil. O curso é realizado pela Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (EJE/TSE) e a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e é destinado a magistrados e magistradas que exercem ou pretendem exercer as funções de juiz ou juíza eleitoral. 

 

Na abertura, o diretor da EJE/TSE, ministro Cristiano Zanin, destacou a importância da capacitação, demonstrada pela adesão dos Tribunais Regionais. “A grande participação mostra a utilidade deste curso de aperfeiçoamento para o processo eleitoral do próximo ano. O propósito é de reforçar o compromisso da EJE com o aperfeiçoamento da Justiça Eleitoral. Além de capacitar magistrados e magistradas, este será um importante espaço de interlocução direta, já que os participantes, de todo o Brasil, são estimulados a participarem e debaterem os assuntos abordados. Que seja um curso inspirador a todos e todas”. 

 

O diretor-geral da Enfam, ministro Benedito Gonçalves, disse que este é o momento de agradecer. “Agradeço a oportunidade que a Escola Nacional de Formação de Magistrados, dá aos juízes e juízas eleitorais, com este curso. Nada melhor que trabalhar com este público assuntos como Inteligência Artificial (IA), entre outros, que são de extrema importância para a Justiça Eleitoral. Estou cada vez mais contente com essa missão educacional profissional junto à EJE”. 

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A aula magna “Cidadania, Inclusão e Diversidade no Processo Eleitoral” foi ministrada pela vice-diretora da EJE/TSE, ministra substituta Vera Lúcia Araújo. Ela ressaltou a evolução do processo eleitoral no Brasil e a importância de priorizar a questão da diversidade nas eleições. “Acompanhei desde antes da votação eletrônica e é muito gratificante ver onde chegamos. E não digo apenas com relação à votação eletrônica, mas quanto a higidez do processo eleitoral como um todo. A gente acumulou conquistas muito singulares na Justiça Eleitoral brasileira. É importante contemplar, também, a diversidade do que somos, é uma experiência própria e posso dizer com toda segurança de que é um marco na nossa história institucional”. 

 

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O juiz Guilherme Leite Roriz, que atuou, até o momento na 11ª Zona Eleitoral de Mato Grosso, com sede em Aripuanã, classificou o curso como de suma importância. “Especificadamente com relação à Inteligência Artificial, é uma temática muito importante para entendermos a complexidade da sociedade, o avanço da tecnologia, em especial no ambiente eleitoral. Debatemos muito a questão das notícias falsas, o uso de IA para poder impulsionar o movimento eleitoral de candidatos, o poder dela no processo eleitoral, com capacidade até de influenciar no resultado, na decisão do eleitor. E essa não é só uma característica do Brasil, essa influência digital na Justiça Eleitoral, nas eleições, é uma característica mundial. O curso traz essa visão mais ampla, com professores extremamente qualificados, com matérias muito densas, então, está sendo bastante proveitoso”, avaliou. 

  

Segundo a juíza da 25ª Zona Eleitoral, Djéssica Giseli Küntzer, além da IA, que considera uma temática relevante, a diversidade dentro do processo eleitoral é outro ponto contemplado pela capacitação. “A aula magna trouxe dados sobre a questão do racismo, da participação hoje ainda muito fraca das próprias mulheres no pleito eleitoral, e são pontos que precisam ser melhorados. Precisamos, enquanto mulheres, enquanto população, sociedade, cidadãos, rever, na verdade, essa importância e elevar o número de participações de mulheres na política, mas de forma séria, e realmente também quando elas querem participar, que sejam acolhidas pelos demais participantes do pleito. O curso é muito importante e aborda também o uso da Inteligência Artificial, que vem aumentando cada vez mais e precisamos estar atentos, usar de forma segura, porque acaba melhorando os números, os índices, mas para isso é necessário esse aperfeiçoamento”. 

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O Curso de Aperfeiçoamento da Magistratura Eleitoral terá 120 horas de atividades, distribuídas em quatro módulos: Direito Eleitoral em Ambiente Digital; Cidadania, Inclusão e Diversidade no Processo Eleitoral; Temas de Direito Eleitoral; Atos Gerais, Segurança e Tecnologia das Eleições. As aulas ocorrem na modalidade presencial e assíncrona, pelas plataformas EaD da EJE/TSE e da Enfam, sem ônus de matrícula e mensalidade. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um grupo de magistrados e magistradas reunidos em uma sala de reuniões, assistindo a uma videoconferência projetada em uma tela. Na apresentação, uma mulher faz uma palestra, e há intérprete de Libras ao lado. Os participantes estão sentados à mesa, com notebooks e materiais de trabalho, acompanhando atentamente a transmissão. O ambiente é formal e institucional. 

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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