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Detran aumenta em 950% a capacidade de aplicação das provas práticas em MT

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O Governo de Mato Grosso, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), ampliou, nos últimos três anos, em 950% a capacidade de aplicação das provas práticas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em todo Estado.

A ampliação foi possível após a capacitação de servidores do Detran pela Escola Pública de Trânsito, que reforçou o quadro da banca examinadora e aumentou de 4 para 38 bancas fixas. Atualmente, a banca examinadora conta com 171 servidores.

O diretor de Habilitação do Detran-MT, Alessandro de Andrade, enfatiza que com a capacitação dos servidores o Detran proporciona maior autonomia ao interior do Estado, além de descentralizar o serviço, dando mais agilidade na etapa final para a obtenção da CNH.

A celeridade na aplicação das provas práticas de direção era uma das principais cobranças da população junto ao Detran-MT, que vinha especialmente dos munícipes do interior do Estado. Boa parte dessas cidades do interior esperava até 90 dias pela chegada da banca volante, que saía de Cuiabá para a aplicação dos testes.

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Colíder era um dos municípios onde os candidatos a primeira habilitação aguardavam até 90 dias pela chegada da banca volante de Cuiabá. “Era muito transtorno para todos, Ciretran, autoescola e alunos. Muitas reclamações, principalmente dos alunos, pela demora para fazer o teste novamente, quando reprovavam”, relatou o chefe da 34ª Ciretran de Colíder, Edson de Matos.

Agora, a Ciretran conta com duas bancas fixas para aplicação das provas, que são realizadas a cada 15 dias. “Reduziu drasticamente o tempo de espera dos candidatos. Hoje temos quatro servidores aptos para avaliar os candidatos nas categorias A, B, C e D e um servidor em formação para Categoria E”, completou.

Conforme o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, a ampliação da banca examinadora faz parte do projeto de melhoria do Detran-MT na formação de condutores em Mato Grosso. “Com a capacitação dos servidores levamos de forma mais célere a todo Estado um dos serviços que é muito procurado pelos cidadãos que é a obtenção da CNH ”, disse.

Fonte: GOV MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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