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Detran passa a integrar equipes do Ciosp e amplia serviços de fiscalização

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) passou a integrar de forma oficial, a partir desta sexta-feira (11.4), as equipes do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

O secretário adjunto de Integração Operacional (Saio), coronel PM Fernando Augustinho, destacou que a integração do Detran amplia o número de serviços prestados pelo Ciosp aos cidadãos.

“A partir de agora, o Detran poderá monitorar o trânsito de Cuiabá e Várzea Grande e, além de fiscalizar, poderá conhecer melhor a realidade do nosso trânsito e elaborar estratégias e ações educativas para melhorar o trânsito na região”, pontuou.

A equipe foi instalada no Centro de Comando e Controle (CICC), onde são realizadas todas as atividades operacionais das forças de segurança no atendimento de ocorrências de urgência e emergência a partir dos chamados e denúncias que chegam ao Ciosp.

“A integração das unidades neste centro permite que as forças de segurança trabalhem juntas, fazendo com que cada decisão tomada seja eficaz, agilizando e melhorando o atendimento à população”, acrescentou o secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Fernando Augustinho.

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O presidente do Detran, Gustavo Vasconcelos, destacou que a parceria com a Sesp vai levar mais segurança no trânsito de Cuiabá e Várzea Grande.

“Essa integração do Detran com o Ciosp é muito importante para os nossos serviços de fiscalização de trânsito, a partir do sistema de monitoramento, o que vai tornar mais rápido o atendimento de ocorrências realizadas pelas nossas equipes”, explicou.

Gustavo lembrou ainda que o operador do Detran também fará o monitoramento das câmeras do programa Vigia Mais MT instaladas na sede da autarquia em Cuiabá e outras unidades no interior do estado.

Também integram o Ciosp a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal, a Guarda Municipal de Várzea Grande e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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Justiça condena policial penal e mais cinco envolvidos em corrupção e tráfico em presídio de MT

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Fundo branco com uma balança da justiça dourada ao centro. À direita, em azul escuro, lê-se '1ª INSTÂNCIA DECISÃO DO DIA'. Embaixo, o logo 'TJMT' e três linhas azuis paralelas.A 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda condenou seis pessoas, sendo um policial penal e cinco detentos, por participação em um esquema criminoso de entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. A sentença foi proferida pela juíza Djéssica Giseli Küntzer.
Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso do processo, conforme a participação de cada um no esquema.

Investigação após apreensão de colchão
As investigações tiveram início em maio de 2024, quando servidores da unidade prisional identificaram 422 gramas de maconha escondidos dentro de um colchão que seria entregue a um detento. A droga foi descoberta durante a inspeção realizada com o aparelho de body scanner (raio-X), instalado recentemente no presídio.
De acordo com o processo, o colchão foi comprado por uma familiar de um dos presos e enviado ao CDP por meio de um motorista de aplicativo.
Participação de policial penal
Durante a instrução processual, ficou comprovado que o policial penal utilizava o cargo para facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares na unidade prisional. Segundo a sentença, ele recebia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para permitir a entrega dos materiais ilícitos.
A investigação também demonstrou que o servidor comercializava a senha da rede Wi-Fi da unidade aos detentos pelo valor de R$ 1 mil.
Diante da gravidade da conduta, a magistrada determinou, além da condenação criminal, a perda do cargo público do policial penal.
Testemunha ameaçada
A sentença também reconheceu a prática do crime de coação no curso do processo. Conforme os autos, após a descoberta do esquema, os envolvidos ameaçaram de morte um detento que colaborava com as investigações.
Além das ameaças, o grupo tentou convencer a testemunha a alterar o depoimento e acusar falsamente outros policiais penais de participação nos crimes.
Penas
As penas foram fixadas de acordo com a atuação de cada réu na organização criminosa:
-F. Z. (Policial Penal): condenado a 23 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção em regime inicial fechado;
-R. M. F. J.: identificado como o idealizador e articulador da logística, recebeu pena de 21 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão;
-I. S. C. e M. M. S.: ambos foram condenados a 18 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão
-R. R. S. S.: condenado a 13 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão;
-K. C. M. S.: responsável pela compra externa do colchão, foi condenada a 9 anos e 4 meses de reclusão.
Todos os réus deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
Na decisão, a magistrada destacou a gravidade dos crimes praticados e os prejuízos causados à segurança do sistema prisional, especialmente pela participação de um agente público. Para Djéssica Giseli, “o acusado transformou a função pública que exercia em instrumento de obtenção de vantagens particulares, utilizando-se da posição de agente estatal responsável pela custódia e fiscalização dos privados de liberdade para permitir a entrada de objetos ilícitos”.
Número do processo: 1001860-26.2025.8.11.0013

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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