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Documentário selecionado em edital da Secel resgata memórias e valoriza mestre da cultura em Poxoréu

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O município de Poxoréu se transformou em cenário de memória e emoção com a produção do documentário “O Menino e a Sanfona”, que foi viabilizado pelo edital de Fomento Audiovisual – edição Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Atualmente em fase de montagem e edição, o filme conta a trajetória de um mestre da cultura em Poxoréu, o baiano Natalino Alves de Sousa, sua relação com a música e garimpos de diamantes em Mato Grosso. As gravações ocorreram entre os dias 5 e 8 de abril.

Natural de Cabrália de Piatã, na Bahia, Natalino chegou em Poxoréu em 1955, a bordo de um pau de arara, e na bagagem trouxe sua inseparável sanfona “pé de bode”, que ganhou na adolescência e guarda há setenta anos. Desde que saiu de sua terra natal, nunca mais voltou à Bahia, e por isso a sanfona se tornou seu mais precioso elo com as origens — um símbolo de identidade, pertencimento e resistência.

O documentário recria com sensibilidade diversos momentos marcantes de sua trajetória: desde a chegada a Poxoréu e o primeiro contato com o instrumento, até a relação com os garimpos de cristais na Bahia e garimpos de diamantes em Mato Grosso.

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As gravações registraram o impacto cultural e emocional que a música tem em sua vida, com direito a cenas tocantes no centro histórico da cidade, onde Natalino emocionou moradores ao tocar pelas ruas acompanhado de sua fiel cachorrinha, “Foca”.

Com direção de Éden Costa e co-direção de Wanderson Lana, a produção envolveu mais de 12 profissionais na equipe técnica, contou com mais de 30 figurantes e utilizou locações autênticas dentro do próprio município.

Além de “O menino e a Sanfona”, a produção audiovisual em Poxoréu está a pleno vapor, com outros projetos viabilizados também em editais do Governo de Mato Grosso, por meio da Secel. Entre as iniciativas estão o longa-metragem “Ensaio sobre a Verdade”, que está sendo gravado na cidade, e o curta-metragem “Passos por trás do Olhar”.

O edital MT Criativo da Secel, promovido em 2021, ainda possibilitou a implantação da Film Commission Rio dos Bororos. A iniciativa tem como objetivo atrair e incentivar produções audiovisuais na região. Entre algumas de suas atividades está o apoio na operação e na logística das gravações.

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(Sob supervisão de Cida Rodrigues)

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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