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Duplicação da BR-163 avança com oito frentes de trabalho: 96 km estão em andamento

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As obras de duplicação da BR-163 em Mato Grosso seguem em ritmo acelerado, com oito frentes de trabalho simultâneas. Com o fim do período chuvoso, 39 equipes seguem trabalhando na duplicação de 96 km e na construção 20 obras de arte especiais, entre viadutos e dispositivos de retorno.

Os projetos ainda envolvem a construção de cinco pontes, três passarelas para travessia de pedestres e sete quilômetros de vias marginais, além de estruturas voltadas à segurança e à fluidez do tráfego, como acostamentos e faixas de segurança.

O diretor-presidente da Nova Rota, Luciano Uchoa, destaca que a distribuição estratégica das equipes ao longo da rodovia contribui para o cumprimento da meta estabelecida pelo Governo de Mato Grosso, para a conclusão das obras até o fim de 2026.

“Os investimentos têm como foco ampliar a capacidade viária da BR-163, reduzir conflitos urbanos e elevar os níveis de segurança dos motoristas que utilizam diariamente a rodovia. Além dos benefícios para os usuários, as obras também representam impacto direto na logística nacional, considerando a importância da BR-163 para o transporte de cargas em Mato Grosso”, afirma.

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Desde que o Governo de Mato Grosso assumiu o controle acionário da concessionária Nova Rota do Oeste, em 2023, a BR-163 abriga a maior obra de infraestrutura rodoviária em execução no Brasil. Até dezembro de 2025 foram entregues 230 quilômetros de pista duplicada aos usuários da rodovia. Uma parte desses trechos já é utilizada nos dois sentidos e outra parte tem o tráfego direcionado para a pista nova, para a conclusão da recuperação estrutural da pista pré-existente.

Foto: Nova Rota do Oeste

Prazo

A Nova Rota do Oeste trabalha para concluir as obras da BR-163 previstas no contrato original de concessão, que abrangem a região Norte do Estado e a Rodovia dos Imigrantes, no prazo de quatro anos, que foi proposto pelo Governo de Mato Grosso.

Esse prazo representa metade do período formalmente acordado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em Termo de Ajustamento de Conduta, que prevê que as obras sejam concluídas em oito anos.

Fonte: Governo MT – MT

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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

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A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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