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Educação para Paz: Cejusc de Rondonópolis capacita futuros profissionais de Contabilidade e Direito

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Rondonópolis, está com uma vasta programação educativa como parte da XX Semana Nacional da Conciliação, levando palestras a estudantes universitários. A iniciativa busca difundir e fortalecer a cultura da paz, preparando os futuros profissionais para atuarem como agentes de diálogo e pacificação social.

Nos dias 4 e 5 de novembro, o Judiciário mobilizou acadêmicos de Ciências Contábeis, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e de Direito, da Universidade Uniasselvi, em duas palestras sobre a aplicação dos métodos consensuais de solução de conflitos na sociedade.

Na última terça-feira (4), o auditório do Fórum de Rondonópolis recebeu estudantes do curso de Ciências Contábeis da UFR. A palestra teve um enfoque prático para o curso, detalhando como a conciliação e a mediação podem ser as ferramentas mais eficazes na solução de conflitos. Além disso, o juiz coordenador do Cejusc de Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis, apresentou o modo de acessar a unidade judiciária e os mecanismos para que o cidadão e a cidadã obtenham uma resposta rápida e efetiva.

O juiz Wanderlei Reis e a equipe do Cejusc também apresentaram a unidade e sua estrutura física, além de exemplificar casos em que a autocomposição pode servir de ferramenta para pacificar conflitos empresariais, fiscais e nas renegociações de dívidas.

A ação alinha-se à estratégia do Cejusc de Rondonópolis de promover a Justiça como parceira do desenvolvimento. “Ao compreenderem o papel da autocomposição, os futuros contadores se tornam consultores capazes de orientar empresas a evitar a judicialização de conflitos, economizando tempo e recursos”, disse o magistrado.

O magistrado reforçou a visão interdisciplinar da Justiça. “É essencial que os futuros contadores entendam que a pacificação social não é uma função apenas do Direito. A conciliação, quando aplicada no início do conflito se traduz em economia, eficiência e credibilidade. Queremos que esses profissionais sejam também verdadeiramente agentes de solução”.

O professor coordenador do curso de Ciências Contábeis da UFR, Luiz Antônio, que também é advogado, se disse admirado com a exposição da equipe do Cejusc e do juiz: “Os alunos e eu ficamos maravilhados com o atendimento do magistrado e de sua equipe. Muitos acadêmicos se identificaram tanto com a temática que já estão querendo fazer o curso de Direito”.

Já na quarta-feira (5), o juiz coordenador do Cejusc levou a mensagem da cultura da paz aos acadêmicos de Direito da Universidade Uniasselvi. Em duas palestras simultâneas tratando dos temas correlatos, o encontro enfatizou a importância do acesso à Justiça por meio dos métodos consensuais e a função do cidadão na construção de uma sociedade mais humana e menos litigiosa.

A primeira palestra tratou do projeto “Conhecendo o Cejusc de Rondonópolis” e apresentou a unidade judiciária, enquanto que a segunda palestra, denominada “Perspectivas do Direito: Desafios Contemporâneos”, tratou de temas atuais, os desafios e resultados do Poder Judiciário. O juiz Wanderlei dos Reis destacou em sua fala que “a mediação e a conciliação são habilidades transferíveis para todas as áreas do conhecimento, munindo os estudantes com a capacidade de gerenciar conflitos de forma colaborativa, reduzindo a alta litigiosidade”.

O magistrado acrescentou que “o diálogo com a sociedade é uma habilidade. Na Uniasselvi falamos com futuros profissionais do Direito que atuarão em breve, e a nossa mensagem é clara no sentido de que a conciliação é a ferramenta mais inteligente para evitar o desgaste social e das instituições, promovendo um convívio mais harmonioso entre toda a sociedade”.

A instituição de ensino fez questão de destacar o alcance da iniciativa para a formação dos seus alunos, que lotaram o auditório, como disse a coordenadora Vergínia Chinelato. “As lições compartilhadas estimularam nossos alunos a conhecer a cultura da pacificação social, uma vez que sua explanação demonstrou diversos argumentos de que a conciliação e a mediação são mais vantajosas que o litígio, pois, além de sanar a desarmonia instaurada entre as partes, ainda são capazes de refazer os laços afetivos entre as partes, que eram, até então, adversárias entre si. Nossos alunos ficaram impactados positivamente com a postura, a fala, e a trajetória do magistrado, que os incentivou aos estudos, trazendo-lhes coordenadas seguras para o desenvolvimento da qualificação profissional”.

O acadêmico Paulo Vitor Pereira agradeceu pela oportunidade de conhecer uma nova visão da Justiça: “Ter a oportunidade de visualizar os desafios da Justiça, podendo conviver com o magistrado e demais servidores a partir de um diálogo direto, é uma experiência que vai além do currículo, constituiu um guia para nós que seremos operadores do Direito, sendo a paz o maior objetivo”.

A agenda educativa do Cejusc de Rondonópolis segue intensa até o encerramento da 20ª Semana Nacional da Conciliação, incluindo palestras para militares do Exército Brasileiro e a premiação na sede da OAB do 2º Prêmio Acadêmico de Conciliação, um projeto do Cejusc que prestigia a inovação entre estudantes de Direito de Rondonópolis.

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Liminar suspende supressão de árvores em avenida de Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística obteve decisão liminar favorável para que sejam imediatamente paralisadas as atividades de retirada e supressão das árvores na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, no Bairro São Francisco, em Cuiabá. A decisão foi proferida no âmbito de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que apontou riscos de danos ambientais decorrentes da erradicação de árvores adultas na região. Conforme demonstrado pelo Ministério Público, 24 árvores já haviam sido suprimidas, existindo previsão de retirada de até 82 no local. Na ação, o MPMT sustentou que as intervenções vinham sendo realizadas sem a observância adequada de medidas como hierarquia de mitigação dos impactos ambientais, compensação baseada em equivalência ecológica e transplante das árvores quando tecnicamente viável. O Ministério Público também destacou que a substituição de árvores adultas por mudas não recompõe, em curto prazo, os serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Ao conceder a liminar, a Justiça reconheceu a existência de risco de dano irreversível ao meio ambiente, ressaltando que árvores adultas desempenham funções essenciais, como sombreamento urbano e regulação térmica, especialmente em Cuiabá, cidade marcada por elevadas temperaturas. Segundo a decisão, a continuidade das supressões poderia tornar ineficaz a própria prestação jurisdicional diante da irreversibilidade dos impactos ambientais. A ordem judicial estabelece que eventual retomada das intervenções ficará condicionada à demonstração de que foram adotadas medidas técnica e ambientalmente adequadas, incluindo critérios de equivalência ecológica para compensação arbórea, transplante dos indivíduos quando possível e monitoramento contínuo. O juiz também determinou a intimação dos responsáveis e a realização de fiscalização para verificar a situação das árvores remanescentes na área afetada. O pedido do Ministério Público para suspensão de todas as autorizações de supressão arbórea vigentes no município e da emissão de novas autorizações ainda será analisado após manifestação prévia do Município de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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