MATO GROSSO
Empresas destacam impacto do Prodeic em suas trajetórias durante a Expoind MT 2025
MATO GROSSO
A Expoind MT 2025, feira de negócios da indústria de Mato Grosso, encerrou na última quinta-feira (6.11) com saldo positivo entre expositores e visitantes. Realizada no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, a feira reuniu mais de 100 expositores, compradores, fornecedores, startups, câmaras de comércio e lideranças setoriais, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Para Renata Costa Marques Neto, proprietária do Laticínio Serrano – Produtos J3, de Nossa Senhora do Livramento, que participou do evento, a feira representou uma oportunidade importante de visibilidade e de fortalecimento do setor industrial.
“Está sendo muito gratificante. Fizemos bastante networking e B2B aqui também. Então essa feira foi de suma importância para nossa empresa”, avaliou.
Já Amanda Perini, sócia-proprietária da Vital Alimentos, de Tangará da Serra, destacou o impacto positivo da Expoind para as empresas do interior.
“É a primeira feira deste porte que participamos e está sendo ótimo ter a experiência de demonstrar os nossos produtos para todo o estado. É muito bom ouvir a opinião das pessoas quando elas degustam os nossos produtos”, afirmou.
Impulsionamento via Prodeic
Além da troca de experiências proporcionada pela feira, as empresárias ressaltaram os resultados alcançados com o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), iniciativa do Governo do Estado que concede incentivos fiscais para fomentar a expansão, modernização e diversificação das atividades econômicas e hoje conta com 1.766 empresas credenciadas.
Com 30 anos de atuação em Nossa Senhora do Livramento, o Laticínio Serrano – Produtos J3 aderiu ao Prodeic há três meses e, de acordo com Renata, já é possível perceber mudanças expressivas na gestão e competitividade.
“Quando isso aconteceu, foi uma virada de chave grande na nossa empresa. Em três meses de adesão ao programa, conseguimos ver uma diferença gritante. Quem tem um laticínio precisa entrar no Prodeic para garantir essa sobrevivência no mercado”, afirmou a proprietária.
A Vital Alimentos, com 20 anos de história, também se beneficia do programa há cinco anos. Amanda conta que conheceu o Prodeic durante a pandemia, em um momento de dificuldade para o setor.
“Foi um alívio para que a empresa passasse por aquele momento de dificuldade. Nossa empresa acabou se tornando mais competitiva, porque hoje nós somos uma empresa semi-artesanal. Não é fácil disputar com grandes indústrias que fomentam grandes produções. Para manter essa competitividade, é necessário o incentivo, principalmente para as pequenas indústrias”, destacou.
O credenciamento no Prodeic é simples e totalmente online, realizado por meio do Sistema de Registro e Controle da Renúncia (RCR) da Secretaria de Fazenda (SEFAZ), disponível em www.sefaz.mt.gov.br. Para a adesão ao programa, as empresas precisam apenas atender a três contrapartidas básicas: manter a regularidade fiscal, realizar o recolhimento dos fundos durante a fruição do benefício e enviar o monitoramento anual pelo sistema SIMBEF, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Delegado e investigador são condenados por corrupção
A Justiça condenou o delegado de Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, o investigador Marcos Paulo Angeli e os empresários Sidney Carlos de Paula e Romildo Queiroz de Souza por crimes de corrupção relacionados à atuação da Delegacia de Polícia de Peixoto de Azevedo. A sentença foi proferida pelo juiz Guilherme Leite Roriz, da 1ª Vara da comarca, nesta quinta-feira (16). De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as investigações tiveram origem em apurações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil, que revelaram um suposto esquema de cobrança e recebimento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos e concessão de benefícios a pessoas presas.Segundo a sentença, diálogos obtidos por meio de captação ambiental autorizada judicialmente demonstraram que os dois agentes públicos discutiram a divisão de valores oferecidos, utilizando inclusive a expressão “fifty-fifty” para indicar a repartição igualitária da quantia. Além disso, a Justiça reconheceu a prática de dois crimes de corrupção passiva relacionados a pessoas presas na delegacia em novembro de 2023. Conforme a decisão, Geordan e Marcos Paulo solicitaram R$ 10 mil para que um empresário, preso em flagrante durante a Operação Hermes II, permanecesse em alojamento com ar-condicionado e não fosse recolhido à cela comum.Os dois também foram condenados por solicitar vantagem indevida de R$ 9 mil para que um homem, preso por embriaguez ao volante, fosse colocado em liberdade após o pagamento da fiança oficial de R$ 1 mil. De acordo com a decisão, conversas registradas pela investigação demonstraram que os acusados estabeleceram o valor total de R$ 10 mil, descontando a fiança legal e dividindo entre si a quantia restante.Pela condenação, o delegado Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues recebeu pena de 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 210 dias-multa. Marcos Paulo Angeli foi condenado à mesma pena: 10 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado e 210 dias-multa. Já Romildo Queiroz de Souza e Sidney Carlos de Paula foram condenados por corrupção ativa à pena de 2 anos e 8 meses de reclusão e 30 dias-multa cada um.Na sentença, o magistrado também decretou a perda dos cargos públicos de Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, delegado da Polícia Civil, e Marcos Paulo Angeli, investigador da Polícia Civil. Segundo a decisão, as condutas praticadas demonstraram incompatibilidade absoluta com o exercício da função pública, especialmente por terem ocorrido no interior da própria delegacia e envolverem a comercialização de atos de ofício e benefícios a custodiados. A perda dos cargos deverá ser efetivada após o trânsito em julgado da condenação.
Fonte: Ministério Público MT – MT


