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Encontro Mato-grossense de Controle Interno destaca inovações e desafios na auditoria e governança pública

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A Controladoria Geral do Estado (CGE) realiza, nesta quinta-feira (30.10), a 2ª edição do Encontro Mato-grossense de Controle Interno. Com o tema “Controle Interno Estratégico: Governança, Riscos e Integridade”, o evento reunirá servidores públicos e especialistas de órgãos de controle de diferentes regiões do país para debater tendências, desafios e inovações na administração pública.

A programação contará com cinco palestras, que abordarão desde o uso de inteligência artificial generativa nas rotinas de auditoria até temas voltados à governança pública inovadora, comunicação não violenta e fortalecimento da integridade e da confiança na gestão pública.

Entre os palestrantes convidados estão representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Controladoria Geral do Distrito Federal (CGDF) e Controladoria Geral da Paraíba (CGE-PB).

O evento será encerrado com a palestra do secretário-controlador-geral do Estado, Paulo Farias, sobre “O Controle Interno como Pilar Estratégico de Confiança na Administração Pública”, reforçando o papel da CGE na consolidação de uma cultura de integridade, transparência e responsabilidade no serviço público.

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As vagas presenciais se esgotaram em apenas dois dias, reflexo do interesse e engajamento dos profissionais que atuam nos sistemas de controle interno do Estado, dos municípios e de outros poderes.

O encontro integra as ações estratégicas da CGE voltadas ao aperfeiçoamento técnico e à cooperação entre os órgãos de controle, em alinhamento com as metas do Plano Plurianual (PPA) e do planejamento estratégico da instituição, visando a aprimorar a governança e a efetividade das entregas à sociedade.

Serviço

O quê: 2º Encontro Mato-grossense de Controle Interno

Data: 30 de outubro de 2025

Local: Controladoria Geral do Estado

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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