MATO GROSSO
Equipe da Escola dos Servidores arrecada mais de 200 livros para campanha Leitura que Transforma
MATO GROSSO
A equipe da Escola dos Servidores do Poder Judiciário arrecadou e entregou mais de 200 livros para o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF), responsável pela campanha “Leitura que Transforma”, que pretende instalar salas de leitura nas unidades prisionais e socioeducativas, localizadas em Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres, Lucas do Rio Verde e Sinop. A entrega dos exemplares ocorreu na sexta-feira (02) e contempla livros de Direito, Administração, religiosos e de autoajuda.
A diretora da Escola dos Servidores, Marluce Martins, afirma que a equipe foi muito receptiva ao projeto, uma vez que todos trabalham promovendo cursos e capacitações para melhoria da prestação jurisdicional e da qualidade de vida daqueles que integram o Poder Judiciário. “A Escola parte do princípio de que o conhecimento é a base de tudo, é algo que ninguém tira do ser humano. Então, nós tivemos uma grande adesão dos servidores para arrecadar esses livros para o projeto do GMF”.
“Cada comarca vai fazer sua arrecadação e levar para suas respectivas unidades prisionais e também para os centros socioeducativos, onde ficam os adolescentes em conflito com a lei. O público externo também pode nos ajudar. Inclusive estamos divulgando em supermercados, hospitais, lugares que têm grande movimento para que todos tomem conhecimento dessa campanha e ajudem o GMF a trabalhar na ressocialização dos nossos reeducandos”, explica.
Lusanil Cruz ressalta que cada livro doado é de suma importância para contribuir na ressocialização de uma pessoa privada de liberdade. “A Leitura que Transforma veio para transformar as vidas dos nossos reeducandos porque nós acreditamos que por meio da leitura a pessoa estimula o cérebro, reduz o estresse, aumenta seu conhecimento, melhora a sua escrita. E nada melhor do que você trabalhar na ressocialização por meio da Educação, da Cultura. Isso ajuda e muito a compreender melhor o mundo. Um livro pode salvar a vida porque, muitas das vezes, as mensagens trazidas naquele livro vêm de encontro à história de vida da pessoa, do que ela está vivendo e isso ajuda bastante na questão do seu-a-dia e também ajuda a ver o mundo de uma outra forma”, comenta.
MATO GROSSO
Justiça reconhece omissão do Estado em homicídios ordenados da prisão
A Justiça reconheceu a omissão do Estado de Mato Grosso no controle de comunicações ilícitas no sistema prisional em ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735 km de Cuiabá). A decisão acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) ao apontar falhas no dever de guarda, custódia e fiscalização de pessoas privadas de liberdade, reconhecendo ainda a violação do direito difuso à segurança pública em razão da persistência de mecanismos ilegais de comunicação entre presos e o meio externo. A sentença estabelece que o Estado apresente, no prazo de 120 dias, um plano estruturado de prevenção e controle das comunicações ilícitas nas unidades prisionais relacionadas aos fatos investigados. O documento deverá contemplar diagnóstico das deficiências existentes, medidas administrativas, operacionais e tecnológicas, cronograma de execução e previsão dos recursos orçamentários necessários. A decisão também determina o aperfeiçoamento dos protocolos de monitoramento de presos com histórico de liderança em organizações criminosas e a implantação de mecanismos de rastreabilidade de celulares, chips e outros dispositivos apreendidos.A ação foi proposta após investigação do Ministério Público reunir elementos que demonstraram a continuidade da atuação criminosa de detentos mesmo durante o período de custódia estatal. Entre as provas apresentadas estão decisões judiciais transitadas em julgado que comprovaram o comando de homicídios, tráfico de drogas e outros delitos por pessoas recolhidas em unidades prisionais do estado.O Ministério Público também apresentou dados que evidenciam a dimensão do problema, como a apreensão de 1.155 aparelhos celulares em um período de 24 meses na Penitenciária Central do Estado (PCE). Para o MPMT, os números revelam falhas sistêmicas no controle das comunicações ilícitas e na contenção da atuação de lideranças criminosas dentro dos estabelecimentos penais.Embora tenha obtido o reconhecimento da omissão estatal e a determinação de medidas estruturais para corrigir as irregularidades apontadas, o Ministério Público recorrerá da sentença em relação ao pedido de indenização por dano moral coletivo. Segundo o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, além das quatro condenações com trânsito em julgado de pessoas que estavam presas e mesmo assim ordenaram o cometimento de assassinatos de dentro da cadeia, outros elementos produzidos durante a investigação demonstram que as falhas identificadas causaram prejuízos à coletividade, razão pela qual o MPMT buscará a reforma parcial da decisão.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



