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Escola de Governo abre inscrições para curso EaD sobre Linguagem Simples

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), por meio da Escola de Governo, abriu nesta segunda-feira (20.10) as inscrições para o curso “Linguagem Simples em Governo: conceitos e aplicações”. A formação será realizada de 3 a 30 de novembro, na modalidade EaD, pela plataforma Google Classroom. As matrículas podem ser feitas até 29 de outubro e estão disponíveis 300 vagas destinadas aos servidores do Poder Executivo Estadual.

Com carga horária de 20 horas, o curso tem como objetivo capacitar os servidores para aplicar os princípios da Linguagem Simples na produção, revisão e adaptação de textos e documentos institucionais, promovendo clareza, transparência e efetividade na comunicação pública. A formação será conduzida por Beatriz Macedo, uma das responsáveis pela temática na Seplag, e contará com quatro módulos: introdução à linguagem simples; planejar: antes de escrever; desenvolver: técnicas de reescrita e clareza textual; e avaliar: testes e revisões.

Segundo Larissa Duarte, servidora da Seplag e responsável pela Gerência de Simplificação dos Serviços Públicos ao Usuário, a oferta do curso EaD marca uma nova etapa na política de Linguagem Simples do Governo de Mato Grosso.

“Esse curso será o pré-requisito para as próximas oficinas presenciais, o que vai otimizar o tempo e ampliar o alcance das capacitações. Assim, quando o servidor chegar à oficina, já estará familiarizado com a base teórica e poderá se dedicar integralmente à prática. Além disso, essa capacitação vem consolidar uma política pública que já está em expansão em Mato Grosso e que tem transformado a forma como o Estado se comunica com o cidadão”, explicou Larissa.

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A iniciativa integra as ações previstas no Decreto Estadual nº 1.377/2025, que regulamenta a adoção da Linguagem Simples no âmbito do Poder Executivo. Desde o lançamento do Guia de Linguagem Simples e de sua live de apresentação, realizados em março de 2025, a Seplag tem promovido diversas atividades voltadas à disseminação dessa prática, como o circuito de palestras “Linguagem Simples: desvendando o poder da simplicidade na comunicação” realizado em agosto no auditório Clóvis Vetoratto, que reuniu cerca de 250 servidores e contou com palestrantes de renome nacional.

Oficina de Linguagem Simples na MTI

Ao longo do ano, a Seplag também promoveu oficinas de Linguagem Simples em diversos órgãos e entidades estaduais, como Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso (Politec), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e Controladoria-Geral do Estado (CGE), além de duas turmas específicas voltadas a ouvidores. Em outubro, está prevista mais uma oficina, desta vez na Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

A oficina da MTI será presencial, na Escola de Governo no dia 22 de outubro, no período matutino, e disponibilizará 30 vagas. A programação abordará conceitos de linguagem simples, planejamento da escrita, desenvolvimento de técnicas de reescrita e clareza textual, além de atividades práticas de avaliação e revisão.

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A Linguagem Simples é, ao mesmo tempo, um movimento social e uma técnica de comunicação, que busca tornar as informações públicas mais acessíveis, inclusivas e compreensíveis à população. Ela defende o direito de todas as pessoas entenderem as informações que impactam sua vida em sociedade e terem acesso igualitário aos serviços e políticas públicas. Trata-se de um conjunto de diretrizes e etapas aplicadas para uma comunicação pública mais clara e efetiva. Portanto, ao priorizar a compreensão das pessoas, a linguagem simples melhora o atendimento e a entrega dos serviços públicos, garantindo maior inclusão social e o exercício da cidadania.

Os órgãos e entidades públicas do Estado de Mato Grosso que desejarem solicitar uma oficina de Linguagem Simples podem encaminhar ofício para a Coordenadoria do Escritório Central de Processos de Negócios (CECPN), entrando em contato pelo e-mail: [email protected].

Serviço
O que? “Linguagem Simples em Governo: conceitos e aplicações”
Quando? 3 a 30 de novembro
Como? Na modalidade EaD pela plataforma Google Classroom
Inscrição: De 20 a 29 de outubro, neste link.
Outras informações: Saiba mais sobre Linguagem Simples e acesse o Guia neste link.

Fonte: Governo MT – MT

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Estatuto da Criança e do Adolescente completa 36 anos e magistrados destacam importância da lei

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Banner vertical do Dia do Eca com a imagem de um menino e duas meninas abraçados sorrindo. Ao fundo aparece o cenário de um parque com brinquedos. No topo, em amarelo e branco está escrito Dia do ECA e logo abaixo 13/07 - Estatuto da Criança e do Adolescente.O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos de vigência no Brasil. Sancionado em 13 de julho de 1990, por meio da Lei nº 8.069, ele apresenta à sociedade o ideal de proteção integral a essa parcela da população.

Mesmo sendo alvo de debates e críticas desde sua criação, quem trabalha na aplicação da lei defende que ela veio para proteger os direitos fundamentais daqueles que estão nessa fase de desenvolvimento.

“Aqueles que acabam criticando o ECA não trabalham no dia a dia da infância e juventude. Se a gente pode apontar mazelas, elas não podem ser atribuídas à lei, mas à execução dela. Nós ainda precisamos estruturar os CREAS, os CRAS, os agentes da infância e juventude, os conselhos tutelares, enfim, essa rede de apoio que poderia obter melhores resultados. Porém, a lei em si é muito precisa e trouxe avanços significativos”, afirma o juiz titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Abreu.

Juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Anna Paula Gomes de Freitas destaca que “o ECA não foi criado para proteger quem pratica atos infracionais, mas para garantir o desenvolvimento integral de todas as crianças e adolescentes, reconhecendo-os como sujeitos de direitos e pessoas em condição peculiar de desenvolvimento”.

A magistrada defende que, ao mesmo tempo em que assegura direitos fundamentais, o Estatuto também prevê medidas de responsabilização para adolescentes autores de atos infracionais, com enfoque socioeducativo. “Garantir direitos não significa impunidade; significa investir em uma sociedade mais justa, segura e com mais oportunidades”.

Para o juiz responsável pela Coordenadoria da Infância Juventude (CIJ) do TJMT, Túlio Duailibi Alves de Souza, mesmo após décadas de sua vigência, o ECA ainda carece de compreensão por grande parte da população brasileira.

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“Essa compreensão passa, necessariamente, pelo entendimento de que é preciso respeitar a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento e, em razão disso, garantir o real alcance das políticas públicas formuladas para assegurar o princípio da proteção integral, estabelecido na Constituição Federal”, afirma o juiz, complementando que para concretizar esse princípio constitucional é preciso respeitar também o princípio da prioridade absoluta dessa parcela da população.

Foto horizontal que mostra o juiz Tiago Abreu, do busto pra cima. Ele é um homem branco, de cabelo, barba e olhos castanho escuros, usando óculos de grau, camisa e terno pretos. Ao fundo, várias plantas verdes no jardim do tribunal. Vanguarda para o mundo

Ao classificar o ECA como um marco para a proteção de crianças e adolescentes no Brasil, o juiz Tiago Abreu ressalta que poucos países possuem uma legislação voltada especificamente para a proteção de crianças e adolescentes. “Pouquíssimos países no mundo têm uma legislação tão específica e tão detalhada como é o ECA”, afirma.

A juíza Anna Paula Gomes de Freitas enfatiza que essa escolha feita pelo Estado brasileiro está alicerçada na Constituição Federal de 1988 e classifica a Lei nº 8.069/1990 como “um importante avanço civilizatório” ao reconhecer que crianças e adolescentes possuem necessidades próprias e merecem proteção integral e prioridade absoluta. “Em comparação com diversos países, o Brasil possui um marco legal amplo e sistematizado, que fortalece as políticas públicas e orienta a atuação integrada da rede de proteção. Ao Judiciário cabe aplicar essa legislação, assegurando que esses direitos sejam efetivamente concretizados”, assevera.

Foto horizontal que mostra a juíza Anna Paula Gomes de Freitas sentada em uma poltrona marrom, falando ao microfone. Ela é uma mulher de pele clara, com longos cabelos pretos e lisos, usando roupa toda preta. Na frente dela, há uma mesinha de centro com um arranjo de flores amarelas.Atuação do Judiciário de Mato Grosso

Ao apontar a responsabilidade do Poder Judiciário em aplicar a lei, a juíza Anna Paula Gomes de Freitas elenca diversas ações executadas pela Justiça mato-grossense, como o aperfeiçoamento dos fluxos de tramitação dos processos envolvendo crianças e adolescentes, o incentivo ao cumprimento das metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o fortalecimento das audiências concentradas para reavaliação da situação de crianças acolhidas institucionalmente e o acompanhamento permanente dos processos de adoção e acolhimento familiar.

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A juíza auxiliar da CGJ destaca ainda a atuação integrada com os demais órgãos da rede de proteção, buscando reduzir a revitimização, conferir maior efetividade às decisões judiciais e garantir respostas mais rápidas às situações de vulnerabilidade, além do investimento contínuo na capacitação de magistrados e servidores, na padronização de procedimentos e na utilização de ferramentas tecnológicas para qualificar a prestação jurisdicional e ampliar a proteção de crianças e adolescentes.

“A Justiça de Mato Grosso tem desenvolvido um trabalho consistente de fortalecimento da política judiciária voltada à infância e juventude, especialmente por meio da atuação das unidades de Primeiro Grau. Embora os desafios permaneçam, observa-se um avanço significativo na construção de uma atuação cada vez mais humanizada, eficiente e comprometida com a efetivação dos direitos previstos no Estatuto”, comenta a juíza Anna Paula.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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