MATO GROSSO
Escola de Saúde Pública promove curso de qualificação sobre Transtorno do Espectro Autista
MATO GROSSO
A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), vai qualificar, a partir da desta segunda-feira (10.3), servidores públicos para melhor atender às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O público-alvo da qualificação engloba os profissionais das áreas de Educação, Saúde, Segurança Pública e Assistência Social, mas o curso é aberto para todos os profissionais interessados.
O curso QualiTEA será oferecido pela segunda vez na modalidade de Ensino à Distância (EAD), de forma autoinstrucional, e terá carga horária de 140 horas. Os interessados podem se inscrever na plataforma da Escola de Saúde Pública: http://moodle.suespmt.saude.mt.gov.br/moodle/login/index.php .
De acordo com a Superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, o objetivo do curso é qualificar os profissionais dos 142 municípios no Estado de Mato Grosso para atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
“Nos cursos da ESP-MT, temos as diretrizes do projeto pedagógico e, neste em específico, usaremos Trilhas de Aprendizagem, ou seja, utilizaremos um conjunto de atividades em sequência, para que haja aprendizagem abrangente sobre o TEA”, explica.
Para Silvia, uma das maiores vantagens das trilhas de aprendizagem é o compartilhamento de ideias e conhecimento, aprimoramento de competências e favorecimento do desenvolvimento e capacitação total do educando.
Segundo a doutora em ciências nutricionais e coordenadora do QualiTEA, Solanyara Maria Nogueira, essa é uma oportunidade ímpar de aprendizado sobre o TEA. “A formação dos profissionais que atendem essa população é de extrema importância, pois o autismo é complexo e demanda intervenções baseadas em evidência científica, bem como um olhar inclusivo escolar e social”, revela.
A aula de lançamento do curso ocorrerá às 15h deste segunda-feira (10) e terá como convidada especial a professora doutora Graccielle Asevedo, psiquiatra da infância e adolescência pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e vice-coordenadora do TEAMM (Programa Especializado em Transtorno do Espectro Autista da Unifesp). O módulo poderá ser assistido pela plataforma e pelo canal do YouTube da Escola de Saúde Pública.
A professora que elaborou o curso, Anita Brito, doutora em Neurociências pela USP (Universidade de São Paulo) e pós-doutoranda em neurobiologia para os transtornos do neurodesenvolvimento, com ênfase no Transtorno do Espectro Autista, também participará da aula de lançamento.
Ao final do curso, os alunos saberão reconhecer os diferentes subtipos de autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento, além de identificar, analisar e diferenciar características de TEA e suas comorbidades. Eles também aprenderão sobre a história do autismo, a inclusão social e escolar, entenderão o funcionamento do cérebro típico e atípico e desenvolverão um olhar crítico para os diferentes tipos de transtornos do neurodesenvolvimento que acompanham o TEA.
Primeira turma do curso QualiTEA
A primeira edição do QualiTEA capacitou 112 profissionais de diversas áreas (Educação, Saúde, Assistência Social e Segurança Pública) nas regiões de Cuiabá, Várzea Grande e São Félix do Araguaia durante um período de quatro meses, desde abril de 2024. O curso totalizou uma carga horária 80 horas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Tribunal do Júri condena homem a 29 anos por feminicídio em Paranatinga
Após mais de 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Paranatinga condenou Djavanderson de Oliveira de Araújo a 29 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte da ex-companheira Juliana Valdivino da Silva. A sessão começou às 8h da manhã de terça-feira (26) e terminou às 23h20, sendo presidida pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos.
Além do feminicídio, o réu também foi condenado pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra a mulher. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime ocorreu em 9 de setembro de 2024. Conforme as investigações, o acusado atraiu a vítima até a antiga residência do casal sob o pretexto de que precisava de ajuda após um atropelamento. No local, jogou combustível sobre a mulher e ateou fogo. Juliana sofreu queimaduras em aproximadamente 90% do corpo e morreu após 16 dias internada.
A sentença destaca que o crime foi premeditado. Segundo o processo, o acusado comprou combustível horas antes do feminicídio e utilizou uma falsa história para convencer a vítima a retornar ao imóvel.
Na decisão, o magistrado negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da pena.
O crime ocorreu em setembro de 2024, a denúncia foi recebida em outubro do mesmo ano, a audiência de instrução foi realizada em janeiro de 2025 e a sentença de pronúncia foi proferida em março de 2025. O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu menos de dois anos após o crime.
O processo tramita sob o número 1002402-82.2024.8.11.0044 e como toda decisão de Primeiro Grau é passível de recurso.
Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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