MATO GROSSO
Escola Militar é a 114ª unidade visitada por projeto do Judiciário
MATO GROSSO
Em novo endereço desde julho, a Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes recebeu o projeto “Nosso Judiciário” nessa quinta-feira (29 de setembro). A escola agora está sediada no bairro Carumbé, em Cuiabá. No auditório, os 450 alunos do Ensino Médio foram divididos em duas turmas para receber orientações do coordenador do programa, o servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Neif Feguri.
A exposição de Neif Feguri abordou temas como drogas, embriaguez ao volante, direitos do consumidor, Defensoria Pública e como funcionam os juizados especiais. “Estivemos na outra sede da escola Militar há oito anos, recebemos o convite do Comando Geral da PM e com muita honra voltamos para falar com essa unidade, dessa vez destacamos os crimes cibernéticos, que são a bola da vez dos jovens”, afirma. “Agora, é importante falar de direitos, deveres, e de que a justiça está presente para ajudar o cidadão quando precisar, deixando bem claro que a justiça é gratuita, que quem não tem condições de procurar um advogado deve buscar o defensor público, só não procura a justiça hoje quem não quer.”
Para Ana Carolina Araújo, de 18 anos, também do 3º ano, o projeto vem para informar os estudantes e melhorar o convívio tanto dentro quanto fora da escola. “Achei super interessante, porque meu sonho é cursar Direito pesquiso bastante busco sempre me manter informada. Prestei bastante atenção em tudo, porque já teve situações na escola que não podia ter ocorrido e a palestra deixou claro sobre nossos direitos e também deveres. Sando onde buscar ajuda fica mais fácil”, completa. Fonte: Tribunal de Justiça de MT
MATO GROSSO
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



