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“Esforço conjunto do Governo e municípios está garantindo investimentos e melhorias para população”, afirma prefeito

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O Governo de Mato Grosso anunciou mais R$ 52,4 milhões de investimentos em infraestrutura, habitação, educação, desenvolvimento regional, mobilidade e agricultura familiar para Paranatinga. O anúncio foi feito nesta terça-feira (10.3), pelo governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.

Conforme o prefeito Marcos Thomazini, os investimentos são fruto da parceria entre município e Governo, que sempre esteve aberto ao diálogo. “Hoje vemos o resultado desse esforço conjunto, que garante novos investimentos e reforça a parceria para continuar levando melhorias à nossa população”, falou.

O governador Mauro Mendes frisou que o recurso para esses investimentos são do povo que paga impostos. “É um valor que precisa voltar em forma de escolas, hospitais, rodovias e investimentos que melhorem a qualidade de vida da população. Hoje vemos que Paranatinga, que por muito tempo ficou esquecida, encontrou o caminho do desenvolvimento e tem tudo para se tornar uma região cada vez mais próspera”, ressaltou.

Durante a agenda no município, foi assinada a autorização para a concessão da entrada facilitada do SER Família Habitação para 98 casas dos Residenciais Colina Verde I e II. Para isso, serão investidos R$ 3,4 milhões.

Também foram assinados convênios para a recuperação e construção de asfalto novo em ruas da cidade e rodovias, quatro pontes, duas delas nos córregos Caiapós e Ribeirão Caiapózinho, uma no Rio Teles Pires (MT-240) e uma sobre o Rio Batovi, em estrada municipal. Além disso, três escolas terão quadras poliesportivas construídas e foram destinados R$ 2,5 milhões em máquinas e veículos para a agricultura familiar.

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O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, ponderou que todos esses investimentos com convênios, obras e ações para Paratinga têm um objetivo: que é melhorar a vida de cada cidadão que acredita na cidade.

“Paranatinga é um município que está crescendo, com um potencial enorme de desenvolvimento, e esses investimentos trazem progresso e mais qualidade de vida para a população”, avaliou.

Conforme o deputado estadual Fábio Tardin, a realidade do Estado mudou nos últimos anos.

“Antes o Estado enfrentava muitas dificuldades, com falta de medicamentos, viaturas paradas por falta de recursos e até atraso de salários. O governo reorganizou as contas e deu condições para que o Estado voltasse a investir e cumprir seus compromissos”, pontuou.

“Estamos vivendo um momento muito importante em Mato Grosso, em que projetos que antes demoravam 20 ou 30 anos para sair do papel agora estão se tornando realidade, graças a um governo que colocou as contas em ordem e voltou a investir nos municípios”, completou o deputado estadual Nininho.

Participaram da cerimônia de assinatura dos convênios os deputados estaduais Beto Dois a Um, Carlos Avallone, Dr. Eugênio; os secretários da Casa Civil, Fábio Garcia, e de Educação, Alan Porto, além de autoridades locais.

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Investimentos em Paranatinga

Desde 2019, Paranatinga já recebeu R$ 789 milhões em obras e ações do Governo do Estado.

Entre os principais investimentos estão o asfaltamento de diversos trechos da MT-130 e MT-020, restauração de 99,85 km de asfalto da MT-020 e construção de 10 pontes de concreto nas MT-030, MT-242, MT-020 e MT-130, que somam 576 metros de extensão, sobre os rios Ronuro, Paranatinga e Jatobá, além dos córregos Jaguaribe e Engano, na infraestrutura.

Na Saúde, os valores representam a realização de exames de alta complexidade e repasse para compra de ambulância. A Educação de Paranatinga recebeu 11 ônibus para transporte escolar.

Já as famílias vulneráveis foram atendidas com 7.648 cestas básicas pelo programa SER Família Solidário e qualificação profissional de trabalhadores pelo programa SER Família Capacita.

Fonte: Governo MT – MT

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Nova lei amplia prazo para denúncia de crimes de violência doméstica e fortalece direitos das vítima

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Jovem de cabelos pretos e lisos, veste moletom vinho com estampa geométrica branca, segura corrimão branco de escada. Ao fundo, vegetação densa com flores vermelhas.“Eu fui fazendo uma etapa, depois a outra. Não consegui fazer tudo de uma vez. Se o prazo é curto, às vezes ele acaba passando e depois a mulher entende tudo o que aconteceu, mas já não consegue mais agir. Esse prazo é importante para que ela tenha coragem e consciência do que está vivendo”. O relato da dona de casa C.S.A.C., assistida pelo Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV), resume a realidade enfrentada por muitas mulheres vítimas de violência doméstica. Entre o medo, a dependência financeira, os vínculos afetivos e o impacto emocional causado pelas agressões, nem sempre denunciar é uma decisão imediata.

Pensando nessa realidade, uma nova legislação ampliou de seis para 12 meses o prazo para o exercício do direito de queixa ou de representação nos casos de crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A mudança fortalece os mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha e busca garantir que mais vítimas tenham condições de acessar a Justiça no momento em que estiverem preparadas para denunciar.

Para a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, a ampliação do prazo contempla uma necessidade observada diariamente nos atendimentos às vítimas. “Primeiramente, muitas vítimas demoram para compreender que estão numa situação de violência. Muitas demoram para entender que estão dentro de um ciclo de violência e, depois disso, ainda precisam de tempo para romper esse ciclo. Esse aumento de prazo para 12 meses facilita porque, muitas vezes, a mulher só consegue refletir melhor sobre a situação quando já não está tão pressionada emocionalmente dentro daquele relacionamento”, explica.

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Tempo para compreender e buscar ajuda

Mulher de cabelos castanhos ondulados, veste jaqueta branca sobre camiseta amarela com estrela, olha para o lado. Ao fundo, árvores com flores vermelhas.A magistrada destaca que a alteração vale para crimes que dependem da manifestação da vítima, como perseguição (stalking) e crimes contra a honra, entre eles calúnia, difamação e injúria. Já delitos como lesão corporal, estupro e feminicídio não dependem da representação da vítima para que o Estado dê continuidade ao processo.

Segundo Tatyana, o prazo maior pode contribuir diretamente para ampliar o acesso das mulheres à Justiça. “Aumentando esse prazo, ela tem mais condições de refletir e apresentar a representação entre seis meses e um ano. Muitas vezes, a vítima precisa de apoio psicológico e de uma rede de acolhimento para compreender o que está acontecendo antes de conseguir formalizar a denúncia”, afirma.

A própria experiência de C.S.A.C. demonstra como esse tempo pode ser decisivo. Ela levou meses para compreender a gravidade da violência que vivia e acredita que o prazo anterior poderia impedir muitas mulheres de exercerem seus direitos. “Acho que foi muito importante esse aumento (de prazo). Tem muitas coisas que influenciam para que a mulher não procure ajuda de imediato. Precisa de tempo para entender o que está acontecendo, para aceitar o que aconteceu e para ter coragem. O medo atrapalha demais”, relata.

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Mão aberta com um A cozinheira M.I.L.E., também acompanhada pelo CEAV, considera a mudança um avanço necessário. “O tempo não pode ser um obstáculo. Até você perceber que está num problema sério e que precisa resolver aquilo, leva tempo. Quando eu vi que o prazo passou para 12 meses, achei muito importante. Em 12 meses você consegue pensar, repensar e buscar ajuda. Acho que vai melhorar bastante”, avalia.

Rede de proteção faz a diferença

Além da ampliação do prazo, especialistas reforçam a importância do acolhimento psicológico e do apoio familiar para que as vítimas consigam romper o ciclo da violência.

A juíza Tatyana orienta que mulheres em situação de violência procurem familiares, amigos ou qualquer integrante da rede de proteção disponível. “É importante buscar ajuda. Muitas vezes, a vítima está tão pressionada emocionalmente que não consegue enxergar todas as possibilidades. Aqui em Cuiabá existe uma rede de enfrentamento à violência preparada para acolher, orientar e encaminhar essas mulheres aos serviços necessários”, destaca.

A mensagem, segundo ela, é clara: nenhuma mulher precisa enfrentar a violência sozinha. Com mais tempo para denunciar e uma rede de apoio estruturada, as chances de romper o ciclo da violência, buscar proteção e garantir o acesso à Justiça tornam-se ainda maiores.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias e Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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