MATO GROSSO
Exame de certificação de ensino para reeducandos bate recorde de inscritos em MT
MATO GROSSO
O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL), realizado nesta terça-feira e quarta-feira (29 e 30.10), em 40 unidades penais de Mato Grosso, bateu o recorde no número de participantes, com 10,2% a mais de inscritos em relação ao ano anterior.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) registrou 4.456 inscrições para a realização das provas, que têm como objetivo a certificação para os ensinos fundamental e médio. No ano passado, o número foi de 4043 .
São aplicadas quatro provas objetivas, envolvendo as áreas do conhecimento de ciências naturais, matemática, língua portuguesa, estrangeira, moderna, artes, educação física, redação, história e geografia. As avaliações são divididas entre o período matutino, com quatro horas de prova, e vespertino, com duração de cinco horas.
O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, destaca a importância dessa prova para os reeducandos, dando a eles a oportunidade de concluir os estudos.
“A Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap) tem se empenhado muito para ampliar a cada ano a participação dos internos. Os números representam a atenção que nós temos com a reinserção social e também o desempenho da equipe de gestores, pedagogos e professores das unidades penais”, salienta.
Além de completar os estudos, os presos privados de liberdade que realizam a prova também têm remição de pena, de acordo com a resolução número 391, de 10 de maio de 2021, que diminui a pena por meio de práticas sociais e educativas nas unidades prisionais.
*Sob supervisão de Fabiana Mendes
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT



