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Fânia Amorim celebra gratidão, trajetória e compromisso institucional

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“Agradeço pela confiança que recebo com humildade e profundo senso de responsabilidade. Hoje meu coração transborda de emoção e de gratidão. Emoção porque ser promovida ao cargo de procuradora de justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso representa um marco em minha vida. E gratidão porque, para chegar até aqui, tive que contar com a ajuda de Deus, de meus pais, de meus familiares afetivos que eu amealhei ao longo da vida, dos meus amados assessores, de inúmeros amigos e outros colegas que me acompanharam ao longo desses 30 anos de dedicação ao Ministério Público”. Com esse agradecimento a procuradora de Justiça Fânia Helena Oliveira de Amorim iniciou uma nova etapa em sua trajetória profissional, como integrante do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). A posse de referendo pelo colegiado ocorreu na manhã desta quinta-feira (5), durante solenidade presencial realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do MPMT no YouTube (assista aqui). Ao prosseguir em seu discurso, Fânia destacou os princípios que sempre nortearam sua atuação. “Minha trajetória no Ministério Público sempre foi guiada por uma convicção profunda: o Direito deve ser a expressão de proteção de vidas que são alcançadas por nossa atividade. O Direito deve tocar, e toca, essas vidas dessas pessoas para enaltecê-las e protegê-las. Daí, porque sempre procurei atuar com um olhar atento e cuidadoso para os vulneráveis, especialmente as crianças e os adolescentes, vítimas de todo gênero de violência, inclusive a violência de estado, e para a proteção do meio ambiente e da probidade administrativa”, afirmou.Essas reflexões conduziram ao ponto central de sua mensagem: a compreensão de que a essência da Justiça se concretiza na defesa daqueles que mais sofrem. Conforme a empossada, a atuação do Ministério Público só cumpre plenamente seu papel quando alcança e protege as pessoas impactadas pela violência e pelas desigualdades sociais e econômicas.A nova procuradora de Justiça relatou que sua formação jurídica e humanística começou de maneira precoce, ainda dentro de casa, influenciada pelos pais advogados. Explicou que essa base se consolidou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, em um período particularmente marcante da história republicana. Sua vida acadêmica transcorreu paralelamente aos debates da Assembleia Nacional Constituinte de 1987/1988, fase que descreveu como de intensa efervescência democrática, diversidade de ideias, amadurecimento das instituições e de profundo aprendizado.Em seguida, acrescentou que essa vivência marcou profundamente sua trajetória profissional e sua compreensão do papel das instituições do Sistema de Justiça. “Tive a oportunidade de vivenciar a construção e debater, nesse período, o nosso modelo atual do sistema de Justiça e do próprio Ministério Público, ao mesmo tempo em que construía o meu caminho como operadora do Direito. Essas experiências marcaram definitivamente a minha visão sobre o sistema de Justiça, sobre o regime democrático e o compromisso social que todos devemos ter.”, afirmou. Ao discorrer sobre sua trajetória profissional, Fânia Amorim contou que teve a oportunidade de atuar como estagiária e, mais tarde, como servidora concursada em diversos órgãos públicos, tanto no Judiciário estadual quanto no federal, além do Ministério Público Federal. Segundo ela, foi nessa vivência cotidiana que compreendeu com clareza a relevância do Ministério Público para a sociedade brasileira. A partir dessas experiências, afirmou que se consolidou não apenas o desejo, mas a verdadeira vocação de se tornar promotora de Justiça.Em seguida, a procuradora destacou que sua atuação ao longo dos últimos 30 anos foi profundamente marcada pela defesa das vítimas. “Ao longo dessas três décadas, desde o ingresso inicial no cargo ministerial, atuei sempre com especial atenção à defesa das vítimas, como disse, das mais variadas formas de violência, inclusive a violência do Estado. Mais tarde, na Promotoria da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, esse compromisso ganhou ainda mais profundidade. Ali pude compreender de perto as dores, as dificuldades e as vulnerabilidades enfrentadas por essas pessoas”, consignou. A procuradora acrescentou que essa vivência reforçou seu entendimento sobre a importância da dignidade humana como fundamento do trabalho institucional.“Aprendi que envelhecer com dignidade é um direito fundamental e que o Ministério Público tem o dever de ser a voz daqueles que tantas vezes são silenciados. O sentimento humano, para mim, integra de forma indissociável o funcionamento do sistema de Justiça. Em cada atendimento ao público, em cada processo, está evidente que a nossa atuação vai para além dos números e das estatísticas. Cada caso é uma vida que precisa de cuidado, de dignidade, de proteção”, declarou.Fânia Amorim lembrou as palavras do escritor russo Leon Tolstói – “Fale da sua aldeia e estará falando do mundo” – para afirmar que, ao tratar do Ministério Público de Mato Grosso, também se aborda o papel essencial do Ministério Público brasileiro. Ela destacou que o país vive um momento desafiador, que exige criatividade, coragem institucional e a busca por novas soluções. Defendeu uma atuação estruturante, capaz de beneficiar a coletividade e garantir os direitos fundamentais, aliada à inovação jurídica e tecnológica, mesmo diante das dificuldades e da luta histórica por equivalência institucional com outros poderes.Ela citou ainda o colega promotor de Justiça Emanuel Filártiga Escalante Ribeiro, lembrando a reflexão presente na crônica Silêncio Sagrado, na qual afirma: “Somos feitos de encontros, de perdas, de afetos que nos atravessam. O ego, que julgamos eterno, é apenas uma construção frágil, que se desfaz no silêncio, na dor, na escuta. Somos parte de um todo, e nossa verdadeira essência está na impermanência e na comunhão.” A procuradora utilizou o trecho para reforçar a visão humanística que considera essencial na atuação institucional.Em seguida, destacou que tais palavras representam, de maneira precisa, a missão do MP e o sentido de serviço público que deve orientar cada membro da instituição. “Diletos pares, hoje estamos aqui, amanhã não mais. O cargo é apenas um instrumento que Deus concedeu a cada um de nós. E quanto mais Ele concede, está escrito, mais nos será cobrado. Vejo nessas palavras um retrato fiel da missão do Ministério Público: servir, servir e servir toda a sociedade com proximidade, com escuta e com compromisso coletivo”, sustentou.A procuradora concluiu afirmando que essa responsabilidade exige muito mais do que domínio técnico. “Isso exige sensibilidade humanística, consciência do bem coletivo e a defesa dos altos valores humanos para enfrentar as fases de maior dificuldade, como essa que atravessamos no Brasil”, declarou.Agradecimento especial – Fânia Amorim fez ainda um agradecimento especial aos pais, lembrando o papel determinante que ambos tiveram em sua formação pessoal, espiritual e profissional. Ela recordou com emoção o pai, Valdevino Ferreira de Amorim, falecido em 2013, advogado e procurador federal, ressaltando que ele a acompanhou em cada comarca em que atuou, oferecendo amor, entusiasmo, incentivo na carreira jurídica e apoio na construção de sua fé em Deus.A procuradora destacou também a presença da mãe, Yolanda Oliveira de Amorim, que compareceu à solenidade e desempenhou, segundo ela, influência decisiva em sua trajetória. Advogada, pedagoga e teóloga, especializada em logoterapia (estudo que busca compreender o sentido da vida), a mãe foi responsável por alfabetizá-la ainda antes da idade escolar, transmitindo-lhe valores humanos, disciplina, fé, amor pelo conhecimento.Homenagem às mulheres – A nova procuradora de Justiça lembrou ainda que integrar o Ministério Público significa dedicar-se intensamente à instituição. Ela afirmou sentir profundo orgulho por ocupar o cargo como mulher, ressaltando que ainda são poucas as que chegam a posições de alta representatividade, o que confere a cada conquista um significado coletivo. Assim, fez questão de homenagear mulheres que abriram caminho dentro do MPMT, citando promotoras e procuradoras aposentadas. Segundo Fânia Amorim, são mulheres que foram precursoras em seu tempo, marcadas pelo trabalho árduo, honestidade e fidelidade aos valores e princípios da instituição. Para ela, as trajetórias dessas mulheres pavimentaram o caminho para as novas gerações de promotoras e procuradoras, demonstrando que o protagonismo feminino no Ministério Público é um avanço social que a instituição tem o dever histórico de fortalecer e promover.“Assumir o cargo de procuradora de justiça do estado de Mato Grosso é, portanto, mais do que uma promoção da carreira, é a renovação de um compromisso, um compromisso com os direitos da das crianças, dos adolescentes, das vítimas, das pessoas idosas e com deficiência, da probidade administrativa, do meio ambiente e da dignidade da vida humana. Que Deus continue a me conceder forças para honrar esta missão. Que a memória de meu pai e o exemplo da minha mãe sigam me inspirando para que eu seja sempre digna da confiança do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e da sociedade mato-grossense”, finalizou. O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, afirmou estar muito feliz com a chegada da nova integrante ao Colégio de Procuradores e deu as boas-vindas a Fânia Amorim. Em seguida, o presidente da Associação Mato-Grossense do Ministério Público (AMMP), procurador de Justiça Mauro Benedito Pouso Curvo, também saudou a nova procuradora, destacando a relevância de sua trajetória.“Doutora Fânia construiu, ao longo de mais de 30 anos, uma carreira marcada pela firmeza, pela ética e por um compromisso inabalável com a justiça. Sua chegada a este colegiado honra o Ministério Público e fortalece a nossa instituição”, enalteceu, recordando parte da trajetória profissional da empossada e desejando pleno êxito à procuradora nesta nova etapa.

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Fotos: Chico Ferreira.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Parceria entre Bombeiros e Samu aumenta atendimentos em 55%; ambulâncias chegam mais rápido

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A ampliação da área de cobertura dos serviços pré-hospitalares em Mato Grosso, após a integração entre o Corpo de Bombeiros Militar e o Samu, em junho de 2025, aumentou o número de atendimentos e garantiu que as ambulâncias cheguem mais rápido a quem mais precisa.

No primeiro trimestre de 2025, foram atendidas 5.578 ocorrências médicas. No mesmo período de 2026, o número subiu para 8.692 atendimentos. O crescimento é resultado direto da integração entre as instituições, que ampliou o número de equipes disponíveis nas ruas e, consequentemente, a capacidade de atendimento à população.

“A cooperação atual é extremamente produtiva e resolutiva. Sabemos que o atendimento pré-hospitalar é um fator crítico de qualidade assistencial, e desde a integração já ampliamos a cobertura e qualificamos o atendimento, com profissionais de saúde preparados”, afirmou o secretário de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, durante audiência na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (22.4).

A parceria entre as instituições ocorre por meio do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar.

Na prática, as equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros atuam de forma integrada e compartilham a mesma central de regulação, que funciona na estrutura do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Com isso, os chamados de urgência e emergência médica são direcionados para a equipe mais próxima.

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A regulação conjunta também reduziu o tempo de espera pelo atendimento em 31%. Antes, a população da Baixada Cuiabana aguardava, em média, 25 minutos por uma ambulância. Com a parceria, o tempo-resposta caiu para 17 minutos, diminuindo o intervalo entre o chamado e a chegada das equipes.

De acordo com o secretário, a melhoria no tempo de atendimento é resultado do aumento no número de profissionais. Antes, a região contava com 12 equipes. Com a parceria, esse número passou para 25.

Desde a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, o Corpo de Bombeiros contratou mais de 200 profissionais, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e auxiliares, para reforçar as equipes. Os militares que atuam no atendimento pré-hospitalar também possuem formação na área da saúde, e a criação das novas equipes não comprometeu os demais serviços da instituição.

Fonte: Governo MT – MT

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